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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Parecem um casal de namorados

Tal como era de prever não houve acordo entre Governo e Oposição. O encontro promovido pelo PR resultou numa distância cada vez maior entre os principais protagonistas da nossa política. Estranho a ausência de Paulo Portas, já que embora estando no governo ele é o líder de um dos maiores partidos com assento parlamentar. Era bom que o diálogo também se estenda ao CDS enquanto partido autónomo e não ficar numa conversa entre os dois lados da barricada. 

Não se percebe porque razão tanto Passos Coelho como António José Seguro perdem tempo em reuniões quando já sabem de antemão que não vão concordar um com o outro, parecendo um casal de namorados que tenta reatar uma relação sem sucesso. Embora seja de louvar a iniciativa, o país fica a perder mais com este folclore do que com as expectativas frustradas. Em boa verdade, o governo não precisa do apoio do PS para nada, chamando a si o maior partido da oposição apenas por patriotismo. Quanto a Seguro vai a São Bento para depois fazer o número que tanto gosta: mostrar ao país a irredutibilidade do partido socialista como força que tem as suas próprias ideias e não abdica delas. O problema é que o país já sabe que Seguro não tem uma única ideia, não vê no PS uma alternativa, pelo que estes números de circo são evitáveis por parte do actual secretário geral. No entanto, compreende-se o sentido de oportunismo até porque quem ganha pontos nas críticas ao governo é José Sócrates. 

Sem consenso político é natural que comece a pairar na cabeça de Cavaco Silva o cenário de uma crise após as autárquicas. Este é a hipótese que mais agrada ao Presidente, já que assim ele consegue assumir o protagonismo que tanto gosta. 

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