quinta-feira, 25 de abril de 2013

O que aprendemos com a palavra liberdade, 40 anos depois

Hoje é o dia em que se comemora o dia da liberdade. Da liberdade sobre a ditadura, a opressão, a censura e os abusos à dignidade da pessoa humana. 

40 anos depois ainda se fala em liberdade e nas consequências do dia-a-dia. Nos dias de hoje todos questionam se realmente existe liberdade, se a palavra e o significado faz sentido, ou melhor se os valores de Abril estão plenamente consagrados e aplicados na nossa sociedade. 

Em meu entender o país ainda tem muito que caminhar no que diz respeito a esta questão. Não se pode afirmar com total garantia que a liberdade funcione na sua plenitude. Tanto no sector do Estado mas essencialmente no privado há condicionantes importantes no que toca a liberdades e garantias que não são respeitadas. A liberdade não se resume só às que estão garantidas constitucionalmente, mas tem a ver com várias questões relacionadas o respeito pela dignidade da pessoa humana. 

A verdadeira questão resume-se a isto: será que a dignidade da pessoa humana é respeitada? Na minha opinião claramente que não. O Estado, mas sobretudo o sector privado ainda têm muito que caminhar relativamente a este assunto. A resolução destes problemas está na prática que algumas instituições insistem em manter. 

Não é por acaso que ainda hoje se recorda Abril com saudade. As pessoas foram perdendo a esperança ao longo do tempo, à medida que as práticas antigas se mantiveram. Os atentados à liberdade das pessoas são hoje cada vez mais frequentes e visíveis numa sociedade que vai perdendo direitos à medida que a crise se acentua. 

A liberdade é um direito caro. Não se conquista mas é conquistada. É acessível apenas a alguns e não está ao alcance de todos, ao contrário do que supostamente devia ser. 40 anos depois, Portugal ainda tem muito que aprender sobre liberdade. 

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