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sexta-feira, 5 de abril de 2013

O escolhido de Cavaco

A demissão de Relvas e o anúncio do chumbo do OE marcam o início de uma nova era. O governo antecipou-se ao TC com a demissão do braço direito de Passos Coelho. O PM percebeu que não tinha margem  de manobra com um segundo chumbo orçamental. 
Mesmo que haja mais austeridade, o povo vai ficar mais sereno porque a vontade popular de ver Relvas fora de jogo foi cumprida, o que evita para já uma intervenção do Presidente da República. No entanto, a tarefa de Passos Coelho é hercúlea porque tem de convencer os portugueses da necessidade de mais austeridade em vésperas de autárquicas. Por outro lado, PPC já fez a vontade à maioria ao mandar Relvas para casa, o que dará ao PSD um maior número de votos nas próximas eleições, ainda que insuficientes para derrotar António José Seguro.

Apesar de considerar que o chumbo do OE é uma derrota para o governo, é o Presidente da República quem fica com a responsabilidade de ter originado uma crise política que resultará numa contestação social. Cabe a Cavaco Silva resolver o imbróglio por si criado. Caso o governo não tiver condições para continuar a cumprir a legislatura ou decida demitir-se, o PR não vai convocar eleições mas nomear um novo governo. Aliás, penso que esse sempre foi o desejo de Cavaco Silva. Nomear um governo para orientar a política do país desde Belém e voltar a ter o poder concentrado no próprio Presidente. O actual PR nunca gostou de Socrates, não morre de amores por Passos Coelho, pelo que é legítimo sonhar nomear um PM do seu contentamento. 

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