A entrada em cena de Sócrates como comentador da RTP levanta uma questão interessante: Será que existe um enorme vazio na política portuguesa?
A minha resposta é afirmativa. O facto de não se apostar em pessoas novas, qualificadas e que têm uma visão imparcial da actualidade é sinal de uma vontade da comunicação social em interferir com o poder político. Os media constroem e destroem conforme as suas conveniências e interesses, pelo que a aposta em antigos deputados, lideres partidários, Ministros, Primeiro-Ministros mostra como o círculo está viciado, não havendo maneira de o quebrar.
Não é de espantar que pessoas com responsabilidades e que não fizeram nada em prol da nação, não tenham nada de novo para acrescentar. Para além da sua natural parcialidade, existe um vazio de ideias e um discurso repetitivo. Pergunto se isto não acaba por incomodar? É óbvio que sim, ainda para mais quando os assuntos são os mesmos mudando apenas as visões e a retórica.
Por este caminho vai ser difícil recuperar a credibilidade perdida.

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