terça-feira, 2 de abril de 2013

Duelo televisivo ou presidencial?

No domingo o país vai assistir ao primeiro debate presidencial. Estejam sossegados porque o PR não se demitiu e as eleições não foram antecipadas, pelo menos as presidenciais. 
Falo do duelo televisivo que terá lugar no próximo domingo: Sócrates estreia-se na RTP, enquanto Marcelo continua a encantar na TVI. Não sei se os dois começam os respectivos programas à mesma hora, mas tenho a certeza que a partir de agora vamos assistir a um zapping louco em cada comando. Os que estão fartos de Marcelo mudarão rapidamente para Sócrates e os que não ouvem o professor têm oportunidade de seguir um novo comentador. No entanto, os que detestam Sócrates, ou continuam com o professor ou fazem outra coisa mais interessante. Apesar desta dúvida, acho que o ex-PM na estreia vai ter uma audiência maior do que a votação que obteve nas últimas eleições legislativas. O factor novidade é sempre importante para atrair público.
Sócrates e Marcelo querem Belém, embora o primeiro tenha negado essa possibilidade e o segundo esteja sempre adiar essa hipótese. O ex-PM vai ter de recuperar a sua imagem junto da opinião pública nestes três anos o que não é fácil já que os portugueses não têm memória curta e não vão desculpar Sócrates mesmo que Passos Coelho caia. Ao contrário do que acontece com Marcelo, o ex líder socialista tem muito que conquistar: audiências e votos presidenciais. Há quase 10 anos que ouvimos Marcelo Rebelo de Sousa todos os dias, e embora a maioria esteja cansada dos seus comentários, a verdade é que não havendo alternativa, acaba por entrar em casa de grande parte dos portugueses. Contudo, agora tem um rival de peso tanto na guerra das audiências como na próxima corrida presidencial.

Há um denominador comum nos dois comentadores: serão um factor de preocupação para o governo, porque nem um nem outro irão deixar Passos, Gaspar e Relvas a descansar. A influência que exercerão sobre o rumo dos acontecimentos é enorme e a opinião pública estará inflamada depois de escutar as opiniões. O pior que podia acontecer ao governo era ter Marcelo e Sócrates ao mesmo tempo a bater no executivo. Passos agora tem de lidar com dois problemas. 


Quem não deve estar contente com este duelo televisivo é a Igreja, já que o Domingo deixou de ser um dia para ir à missa e estar em família para passar a ser dia de política.


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