domingo, 3 de março de 2013

Olhar a Semana - o conclave

Na semana que Bento XVI deixou oficialmente de ser Papa, falemos de religião. O conclave irá reunir-se durante este mês para escolher o sucessor de Joseph Ratzinger, sendo provável que antes da Páscoa já haja fumo branco. 
As escolha para novo Papa é sempre um momento importante para todos os católicos mas não só. Não se está a apenas a eleger um líder espiritual mas também uma figura política com peso importante. Tanto João Paulo II como Bento XVI foram duas personagens activas no campo político, embora com estilos muito diferentes. 
O futuro Papa também terá uma intervenção política a ter em conta, já que a humanidade debate-se com problemas vitais para a sua sobrevivência. Em meu entender a agenda papal será determinada em função da nacionalidade do sucessor de Ratzinger. Se o Papa continuar a ser um europeu, não deixará de intervir nas questões sociais que o velho continente atravessa. Em minha opinião, gostava de ver como reagiam os líderes europeus perante a voz de Deus na questão das políticas económicas que estão a ser implementadas na Europa. Eu pelo menos ouvi Bento XVI proferir uma palavra sequer sobre este assunto, mas se o proferiu faço já o mea culpa. Se muitos estão à espera de um santo milagreiro que salve a Europa da austeridade, penso que um Papa pode ser alguém que guie as pessoas a tomarem certas atitudes. 
Caso o Papa não seja europeu, deverá ser sul-americano ou africano. Na minha opinião, é altura da Igreja ter um Papa africano, nem que seja só para dar esperança a milhões de pessoas que continuam a sofrer com doenças, repressão política e fome. Além do mais, em África reside um número bastante significativo de católicos, pelo que a intervenção divina poderia ser importante para o desenvolvimento económico, político e social naquele continente. Até porque na Europa abundam cada vez as multiplas religiões e não sei em que ponto está a fé de muitos europeus neste momento. Não falo de fé divina mas da crença política na figura do sucessor de Bento XVI. 
Muito do que será o futuro da Igreja depende da eleição do novo papa bem como da sua origem continental. A agenda política está a precisar de uma voz autoritária, embora eu considere que o Papa deve ser mais um irmão mais velho no que a sabedoria diz respeito, só que nos tempos que correm ninguém quer deixar de fazer político, mesmo o homem mais pacífico do mundo. Eu aposto que vamos ter uma surpresa e que o próximo Papa vai ser africano. 

2 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Bom dia
Parece que este pensamento é colectivo.
Nada me espanta que a Igreja tome novo rumo e solidifique na Fé em Cristo Salvador.
Sempre existe política na família na sociedade e sobretudo na Igreja, mas é urgente que a Igreja cumpra o seu mandato Espiritual e não se perca nas confusões políticas...
Será que o Espírito Santo estará presente nas escolhas daqueles padres reunidos em Conclave...?????

Anónimo disse...

E CLARO QUE O SANTO ESPIRITO DE FRUS ESTARA DIRECIONANDO OS CARDEAIS PARA A ESCOLHA DO SANTO PADRE ATE ONDE SEI O MAIOR E MAIS ESPETACULAR DE TODOS OS POLITICOS FOI JESUS CRISTO VENDEU O SEU PEIXE TAO BEM QUE ATE HOJE E FALADO E O SEU LIVRO E O MAIS VENDIDO DO MUNDO VOCE RESPEITE A IGREJA CATOLICA

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