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terça-feira, 12 de março de 2013

Fumo branco, sede de poder

Sendo a Igreja uma instituição ligada à pureza dos homens e de Cristo não deveria ser imune aos vícios dos homens?

Começo este post com uma pergunta pertinente em dia de início do conclave para eleger o novo papa. Que instrumento tem de ser utilizado para escolher o herdeiro de Pedro senão o voto..... Contudo não deveria ser assim porque a eleição secreta é uma característica da democracia. Como bem sabemos, ela está carregada de vícios que podem falsear uma qualquer eleição, por ser constituída por homens. Ao escolher este modo para eleger o novo Papa, a Igreja serve-se da política para alcançar um determinado fim. Por aqui se percebe a importância da política nas nossas vidas, não sendo possível fazer uma separação entre o que é Igreja e o que é política. 

Embora na hora de eleger um nome o façam em nome Cristo, é o poder dos homens que está subjacente a esta escolha, embora alguns acreditem que os rituais são uma forma de homenagear deus. Aliás, o secretismo em torno da eleição papal é uma forma de atrair as atenções do mundo para o que se passa na Capela Sistina. Este é mais um meio que a Igreja foi beber à política: a propaganda. Até já chegámos ao ponto de se fazerem apostas para saber quem vai ser o novo Papa. Mais um elemento relacionado com a política: as sondagens. 

Os três elementos referidos voto, propaganda e sondagens são meios utilizados para se alcançar um determinado fim que se chama eleição ou melhor dizendo a conquista do poder. Este é o grande desejo de qualquer ser humano, pelo que a Igreja não foge à regra. No entanto, é interessante ouvir as palavras que estão escondidas por debaixo das vestes que os cardeais usam, já que reflectem muito daquilo que é o ser humano. Cristo não será motivo para que nenhum daqueles cardeais que hoje iniciam o conclave tenham a vontade de ser o próximo Papa. 

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