quarta-feira, 20 de março de 2013

Francisco I luta contra a austeridade europeia

O Papa Francisco I já conquistou o coração dos fieis que, presencialmente ou através dos media testemunharam a bondade do novo líder da Igreja Católica. A sua insistência em dar importância aos media é muito simples: Francisco quer que o mundo volte a acreditar na Igreja. 

Nestes primeiros dias Bergoglio quis estar junto das pessoas e por isso adoptou um discurso leve, sorridente, mais humano e menos político. Em meu entender fez bem porque a Igreja estava a precisar de um líder religioso e não de mais um representante político. Com a sua acção, as pessoas esqueceram Bento XVI num ápice e voltaram a lembrar-se de João Paulo II. Ora, o novo Papa tem imitado o estilo que Karol Woytila implementou ao longo do seu mandato. Não sei se esta aproximação de Francisco é para manter ou não, no entanto o seu pensamento difere um pouco daquilo que tem sido os primeiros sinais. 

A atitude de Bergoglio aliado aos primeiros ensinamentos pode estar associado à situação que se vive na Europa. Ao mostrar simplicidade e que é um homem a quem os bens materiais não lhe interessam, Francisco I pode estar a dar um recado à crise do capitalismo que afectou o mundo mas que aterroriza os europeus a cada dia que passa. Este sinal é muito importante e relaciona-se com a falta de valores, de ética, de comportamento que levou à situação de bancarrota em que alguns países como Portugal continuam mergulhados. 

O papa critica a falta de ética nos negócios, da crise de valores com que a sociedade de hoje está a ser construída, o excesso de individualismo em vez de procurar o bem comum, através de um simples gesto: a humildade. No fundo, o que Francisco I pretende é que os bons valores voltem a ser praticados por uma sociedade cada vez mais egoísta e revanchista. Entendo que Bergoglio está a querer passar uma mensagem importante nesta sua fase inicial do pontificado, sendo até na Europa que se sente mais a crise. Há valores mais importantes que o dinheiro e uma sociedade não pode ser construída com base unica e exclusivamente na obtenção de lucro. 

Há no entanto mais uma razão para esta atitude do Papa. Francisco I sente que a austeridade está a atingir fortemente as famílias na Europa. Para Bergoglio o mais importante é a satisfação pessoal e que, mesmo em tempos dificeis como aquele que passamos, podemos ser felizes independentemente dos bens materiais que possuímos. Francisco I está a tentar ajudar as pessoas a ultrapassar a crise, ainda que de forma espiritual. Contudo, é esse o seu principal papel. 

2 comentários:

Pedro Coimbra disse...

Simpatia e empatia não lhe faltam, Francisco.
Vamos ver se terá algo mais como o momento da Igreja exige.

Francisco Castelo Branco disse...

é essa a minha duvida também

Share Button