quinta-feira, 7 de março de 2013

As fases do ciclo governativo

O ciclo governativo tem três fases: 

A primeira é o estado de graça. Todos os erros cometidos são desculpáveis porque a governação ainda está no seu inicio. A falta de experiência ou a juventude são factores importantes na acção executiva, pelo que um Governo que entra de imediato em funções não pode fazer tudo bem. Normalmente o estado de graça dura pouco tempo, até porque rapidamente surgem as primeiras trapalhadas. 

A segunda fase tem o nome de contestação. No entanto, a contestação surge da parte dos governados do que pelos governantes. São os primeiros que se mostram irritados pelas políticas em prática e não vislumbram qualquer mudança de atitude. Mas qual é o governo que muda de rumo a meio do mandato? Se o fizer é acusado de fraco porque foi pressionado pela opinião pública. Esta é a fase de maior contestação popular, contudo o governo não pode mudar as suas políticas por causa do descontentamento. Ainda há uma réstia de esperança por parte do povo de alguma mudança mas ela é rapidamente esquecida. 

Na terceira e última fase, o governo sente-se perdido e começa a falar do passado e da pesada herança que recebeu nas mãos. Sem soluções para contornar a crise, o discurso de regresso ao passado mostra insegurança e incerteza nas políticas adoptadas. A luz ao fundo do túnel começa a esfumar-se rapidamente, sendo o discurso de culpar os outros o único possível. Isto normalmente acontece quando uma pessoa se sente insegura e culpabiliza o outro por actos que nunca praticou. Depois de ser usado o argumento do passado já não há mais nada que justifique o falhanço. Depois disso inicia-se a quarta fase que se chama demissão.....


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