segunda-feira, 25 de março de 2013

Aproveitar a oposição do CDS

Seguro apresenta uma moção de censura mas não quer eleições. Questiona-se se o secretário geral do PS está em condições políticas de assumir o controlo do país. Por aqui se vê que o líder socialista ainda não está preparado para ser PM e provavelmente não o irá ser. 
A proposta de moção de censura é lançada para aproveitar o eventual chumbo do TC relativamente ao OE. Se Seguro fosse inteligente não apresentava uma moção de censura mas propunha uma remodelação governamental e assim juntava a sua voz à do CDS. Aproveitando o descontentamento que existe dentro do PP em relação a alguns membros do governo, o PS tinha um bom aliado na pressão para modificar Relvas e Álvaro Santos Pereira. 

Ao ter escrito uma carta para a troika, Seguro cometeu um erro. Com o seu gesto, prova que o PS não tem alternativa ao actual memorando de entendimento, nem o podia ter já que foi este PS com a conivência de Seguro que assinou o programa, cabendo à maioria pagar os custos políticos de implementar os piores sacrifícios aos portugueses. Seguro deveria ter ficado quietinho e não ter feito, deixando o governo desgastar-se perante os portugueses e a troika. Seguro assumiu que se for eleito PM antes de 2015 vai seguir o mesmo caminho do governo, acabando com a esperança de alguns relativamente à possibilidade do líder do PS ser uma verdadeira alternativa a Pedro Passos Coelho.

 Neste momento, o maior aliado que o PS pode ter é o CDS. Se deixar os centristas continuarem nesta onda de reuniões para Paulo Portas levar as suas conclusões a Conselho de Ministros, o PS terá a ganhar no futuro, até porque não haverá maior prazer para o PP do que ver Miguel Relvas cair.

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