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segunda-feira, 25 de março de 2013

A vergonha cipriota

Como cidadão português a decisão que a UE adoptou em relação a Chipre causou-me incómodo e preocupação. Incómodo porque confirma-se a teoria que a Alemanha é quem manda nisto tudo. Preocupação porque a mim nada me garante que medidas semelhantes não vão ser implementadas noutros países. Como cidadão europeu estou solidário com os meus concidadãos cipriotas. A solução encontrada é absolutamente inacreditável e indecente sob o ponto de vista político e ético. Que a UE queira atacar a lavandaria que por lá anda tudo bem, mas não tem de resolver o problema com uma medida destas. Os contribuintes vão sempre pagar as crises, no entanto esta questão não tem nada a ver com hipotéticas crises de despesa pública. O que se passa no Chipre é de natureza criminal e os responsáveis pelos danos causados devem ser levados à justiça, mais concretamente ao tribunal penal internacional. 
Com a decisão tomada em relação a Chipre temo que a UE na forma como a conhecemos termine. A Alemanha já assumiu o Ius Imperii Europeu e com a Inglaterra fora de jogo só nos resta esperar por melhores dias, como é quem diz, esperar pela boa disposição dos responsáveis alemães. 

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