sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Quem assume responsabilidades

Os números do desemprego são preocupantes. Rapidamente estes 17% vão chegar aos 18 instalando assim o alarme social na sociedade portuguesa. Mesmo que o fim do programa de ajustamento esteja à vista, como auguram alguns especialistas em bruxaria, convém adoptar medidas para que estes números desça rapidamente. 

Perante o problema é preciso apurar responsabilidades. De uma vez por todas é preciso que a culpa não morra solteira no nosso país. Estes dados não resultam só de políticas erradas e ministros incompetentes, mas tem muito a ver com alguns problemas e vícios bem portugueses.

Todos sabemos quem nos trouxe até aqui, contudo as políticas de austeridade excessiva estão a ter os efeitos contrários aos previstos pelo governo. Se devido às políticas socráticas fomos obrigados a chamar a troika, já as opções gasparianas têm agravado a situação, sobretudo em termos económicos. Não há nenhuma medida económica de fundo que foi aplicada para que haja crescimento e inversão da situação recessiva em que nos encontramos. A austeridade em demasia levou a uma quebra do consumo, que por sua vez trouxe menor crescimento e à falência das famílias e empresas. Não se pode ter uma economia saudável quando as empresas e as pessoas têm de contribuir para a sustentabilidade do Estado. No fundo, o que governo está a pedir ás pessoas é que sustentem o Estado para que este esteja saudável. Contudo, como estamos perante um governo liberal não é o Estado que deve garantir os serviços para as pessoas, pelo que terão de ser estas a procurar serviços prestados por entidades privadas.

A culpa tanto é da esquerda como da direita, pelo que não entendo a ausência do PS nestas questões e sobretudo a falta de alternativa que António José Seguro e seus pares têm apresentado. No entanto, se olharmos para trás, reparamos que alguém nos trouxe até aqui...

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