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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

de canal em canal

Ainda dizem que a nossa democracia é saudável. Se a renovação é díficil de fazer nos lugares políticos, na comunicação social a cantiga é a mesma. Aqueles que nos representam saem do governo e vão directamente para comentadores políticos, já que a experiência governativa é bastante importante. Duvido muito que alguém queira continuar a ouvir Marques Mendes, Jorge Coelho, Francisco Louçã, Bagão Félix ou quem quer que esteja ligado a partidos ou governos de má memória. A opinião já é conhecida, pelo que não há novidade nenhuma no discurso apresentado. No fundo, o que se criar dentro dos próprios canais é uma discussão política intra muros para ganhar audiências mas também para fazer oposição a quem anda lá por fora e que tem responsabilidades importantes. 
É pena que não se tragam pessoas mais novas e que certamente têm um pensamento mais livre a arbitrário, sem as habituais amarras partidárias, no entanto o mais importante é ganhar audiência à concorrência e o debate político no pequeno ecrã é hoje tão ou mais importante que um desafio de futebol. 


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