segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ainda os valores perdidos


Em resposta à mensagem do utilizador Fatyly a propósito do meu último artigo, “Outra vez os valores!”:
Existem, realmente, uma data de “Metralhas” por Portugal fora. É uma triste e infeliz realidade.
No entanto, esses “Metralhas” continuarão à solta, a dar os seus tirinhos, a ferir e a matar por Portugal e Mundo fora. Se nada se fizer, se nada mudar, continuarão impunes, sem pagarem pelo que fizeram, pelo que nos fizeram, pelo que farão aos nossos filhos e netos.

Mas há algo importante e presente (neste caso, ausente) em toda a base dos problemas que atravessamos a que, da minha tenra idade e da visão que tenho da generalidade das coisas (e entenda-se aqui por coisas a Sociedade, a Política, a História), todos devíamos, cada vez mais, dar muito maior atenção: Os valores, a tradição, a moralidade!

Em todos os problemas que referiu, o caso BCP, BPP, os Lóbis, os Boys, as PPP’s, etc., há uma enorme e bem patente falta dos tais valores e moralidades nas pessoas que estão por trás desses negócios. Assim sendo, é óbvio que pouco há-de mudar. Penso não ser preciso sequer ter grandes estudos ou inteligência para se perceber isto. Tal como diz o provérbio português “a porcaria é a mesma, as moscas é que mudam”

E isto acaba por se tornar numa gigantesca “bola de neve” que vai sempre rolando em direcção ao vazio, ao abismo. Vale de pouco querer-se mudar a Lei A ou B se o X ou o Y que a querem mudar são iguais aos seus anteriores. Vale, portanto, de pouco, começa-se a perceber, querer-se também mudar o partido no Governo pois o problema de base mantém-se. Existem outros interesses maiores que a salvação e evolução da Nação, existe medo, existe falta de coragem. Existe muita coisa que eu próprio desconheço e que impede alguns de actuarem verdadeiramente e não como simples fantoches!

O problema não está nos problemas, está nas pessoas, está na nossa actual Sociedade e na falta de educação e, consequentemente, valores que ela transporta há décadas. Citando Edmund Burke, "The most important of all revolutions: A revolution in sentiments, manners and moral opinions."
 E, resumindo, tudo se baseia nisto. Não há grande volta a dar e muito mais havia a dizer. Mas, de facto, não vale a pena pois esta frase é bem esclarecedora no caminho que uma Sociedade tem de tomar (isto, claro, concordando com o pensamento do mesmo). 

Portugal, como diz a frase que muitos dizem mas poucos a cuidam, é um país de brandos costumes, com uma enorme História, com grandes tradições (tradições essas que devem ser aproveitadas e mantidas. E aviso que usar o argumento “então a escravidão ainda devia existir,é?” não pega. Não é inteligente, sequer), que ganhou e tem grandes e fortes valores enraizados na grande Nação que é Portugal (valores que, por uma ou outra razão, têm sido desprezados e postos de parte. Daí, como eu defendo, termos chegado à situação em que chegámos). 

Cabe-nos a nós, portugueses, acabar com a balda em que nos encontramos e repegar nestes nossos perdidos tesouros!

Eu acredito!

3 comentários:

Fatyly disse...

O utilizador Fatyly (como sempre me chamaram) é uma mulher de 62 anos que trabalhou que se fartou, que já passou muito, mas muito, que criou e educou duas filhas sozinha, avó de quatro netos mas sempre de cabeça erguida e com optimismo, educação e sonhos dos quais não abro mão nem pejados de impostos:)

Eu não quero a demissão do actual governo, não votei neles, mas respeito e aceito o que a maioria decidiu. Fui contra uma ditadura mas esta democracia caminha a passos largos para uma direita radical completamente perdida e desprovida dos tais valores que falas, onde o capital vale mais que o ser humano. Não sendo filiada em nenhum partido, penso sempre e agora mais do que nunca porque é que de uma vez por todas não se aproveita "a nata" que existe em todos, assentarem-se numa mesa e saberem/pensarem no tanto que há por fazer? Votaram no PPC mas não votarem na legião de pessoal que forma o governo e há uns personagens que deveriam ter o bom senso de sair. A burra serei eu? Culpam sempre os anteriores e parece uma pescadinha de rabo na boca, porque parecem os meus netos à guerra por causa de um chupa, assento-os, parto o chupa em 4 e ai deles que refilem. Se pertencem a um partido, não concordam com certas decisões e em vez de se imporem acatam tudo numa obediência cega porquê?

Não me arrependo de nada que fiz, acima de tudo, mas de tudo mesmo, está a minha consciência e nunca fui contra ela, daí não ter nada e vivi sempre em crise...mas dei às minhas filhas as mesmas armas educativas que recebi dos meus pais.

Este não é de todo o caminho certo, mas o afundar de uma geração em detrimento de meia dúzia de Metralhas.
"Cabe-nos a nós, portugueses, acabar com a balda em que nos encontramos" ah meu amigo isso eu não deixo por mão alheias e já disse no comentário anterior...quando me deparo com algo errado...não me calo, mas já não tenho poderes mágicos para acabar com os Metralhas e Metralhinhas que aparecem todos os dias e politizados que graças ao seu poder económico brincam com a justiça e com o dinheiro dos outros como se fosse um jogo de berlindes?

Temos que repegar, SIM e transmitir até onde possamos ir, embora eu e milhares como eu nunca os tenham perdido e deixado tal missão.

Até o Presidente da República para mim ficará na história já que em 99,9% das decisões foi o menos isento das suas cores políticas e é esta a postura que um presidente deve ter?

Tua acreditas...eu também...e luto para passar esta mensagem...mas é tramado quando constantemente nos deparamos com "buracos+buracos", com homenagens e medalhas da treta que custam milhares de euros a todos nós, reuniões da treta com almoços e jantares supinpas...e o povo pá? Come surrapa enquanto puderes, porque eu também como...mas tudo tem limites...e o desemprego e a a economia ou a falta dela são os cancros de uma democracia, porque um povo com fome e desprovido do mínimo razoável é a arma mais mortífera e nisso não pensam eles nem lá fora e muito menos cá dentro.

Muita coisa poderia dizer, mas gostei deste diálogo (aqui e noutros blogues não no Facebook onde nunca pus os pés e nem tenciono pôr) e saber que há mais alguém que acredita "numa mudança dos valores actuais para os perdidos"...mas a começar pelos que nos governam e até lá na UE!

Um abraço respeitador mas sincero e gostaria de escrever como tu:) mas é isso aí mesmo!

Fatyly disse...

Só mais isto:

Nunca entro em julgamentos públicos, preciso saber sempre algo de ambas as partes e formar a minha opinião, trocar e se ver que a errada sou eu, mudo, peço desculpa. Não ando aqui por andar, muito menos para ir além desta tela e tentar saber a vida privada de quem escreve, nada disso...apenas PORQUE ADORO LER E LENDO APRENDO O QUE FAREI ATÉ AO DIA EM QUE PARTIR PARA O JARDIM DAS TABULETAS, no meu caso será no jardim do monte porque quero ser cremada e jogada fora!!!!

Um bom serão e até amanhã...se eu acordar:)

Afonso Prole disse...

Escreva sempre! É com os mais vividos que se pode aprender muita coisa!

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