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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A justiça continua igual

Se dúvidas houvesse que neste país há justiça para ricos e pobres e que esta tem dois pesos e duas medidas, esta situação diz tudo.
Não é só a justiça civil ou criminal que funciona consoante os interesses e quem tem mais poderio económico e financeiro, mas a desportiva também parece achar-se assim. Se o FCP não cumpriu os regulamentos não pode continuar na Taça da Liga. Se a equipa B do Braga sofreu uma penalização, os dragões também deveriam ser colocados fora desta prova. 
É dificil haver coragem para ser justo para com os dragões, já que a prova sem a presença do FCP iria trazer menos publicidade e receitas. Uma final jogada entre Braga ou Benfica e o FCP é sempre mais apelativo do que um confronto entre os dois primeiros e o Setubal ou o Rio Ave. 
Não se entende esta situação, mesmo que a vitória no campo tenha sido azul e branca, contudo os 15 minutos de diferença para fazer as 72 horas vale tanto para um clube mais pequeno como para os maiores. 
É pena continuar a assistir a estes atropelos que mancham a justiça nas suas várias vertentes. E como bem dizia António Barreto, a justiça é um dos nossos maiores cancros.

3 comentários:

Observador disse...

Sinceramente não sei o que chamar a esta decisão do Conselho de Disciplina da FPF.
No mínimo, uma vergonha.
Não está em questão o FCP. Ou talvez esteja e essa é parte do problema.
Inequivocamente o FCP não cumpriu o regulamentado. Por 15 minutos, seja lá o que fôr. O Regulamento não abre excepções.
De que teve medo o CDFPF? Porque agiu este órgão à margem da lei?
Abre-se um gravíssimo precedente.
O interesse financeiro (publicidade e receitas) não pode ultrapassar a verdade dos factos. Por muito apelativo que seja.

Francisco Castelo Branco disse...

Ainda para mais o FCP não tem interesse nesta taça

Pedro Coimbra disse...

Mas de qual regulamento é que estão a falar?
O regulamento que foi invocado NÃO SE APLICA À TAÇA DA LIGA!!
Qual é a dúvida?
Seja o Porto, o Cascalheira, seja lá quem for.
O problema são os regulamentos redigidos com os pés e os julgamentos precipitados.
Não é quem se aproveita desses buracos.

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