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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

À Esquerda radical, tudo na mesma

Nem o falecimento de Jaime Neves motivou um voto de pesar por parte da esquerda radical que ainda habita no nosso Parlamento. Não se compreende a atitude tomada do PCP, BE e PEV perante um homem que travou o amadurecimento do comunismo no nosso país. Se estes partidos existem muito o devem a Jaime Neves, porque se vivemos em democracia e partidos como o PCP e BE existem é porque alguém andou na rua a lutar para que a liberdade fosse possível. O antigo capitão arriscou a vida para evitar a propagação do comunismo que tão mal fez à Europa e se preparava para ficar definitivamente em Portugal. 

Estes partidos ao adoptarem esta atitude estão também a votar contra o sistema democrático, pelo que o melhor seria saírem da esfera parlamentar e continuaram a sua luta organizando manifestações e greves. Têm muito mais utilidade lá fora do que a fazer figuras tristes no Parlamento. 

1 comentário:

Observador disse...

Vamos tentar colocar um ponto de ordem à mesa.
Critico frontal e abertamente a atitude do PCP, BE e PEV.
Critico mas percebo.
O partido (PCP) e as agremiações (BE e PEV) dizem ser de esquerda. A confirmar-se, e não me custa aceitar de barato esse estatuto, como seria admissível que concordassem com Jaime Neves?
Não concordar com Jaime Neves, não gostar dele, será legítimo.
Inadmissível é o facto de não se se juntarem ao voto de pesar.

Sobre Jaime Neves, e não é de agora a minha opinião, não foi como se diz. Poderemos dizer, sem receio de fugir à verdade, que Jaime Neves nunca teve na mão o Batalhão de Comandos da Amadora.
Por motivos vários, Jaime Neves era uma pessoa mal amada dentro do quartel.
Será, creio, do conhecimento de muita gente que quem terá assumido a iniciativa de 'travar' o avanço do comunismo foram oficiais Ás ordens' de Jaime Neves.
Seja como fôr e perante a morte do mesmo, curvo-me com respeito.

É bom que por outro lado se perceba que os comunistas não tomaram conta do poder, no chamado 'Verão Quente' de 1975 por decisão de Álvaro Cunhal que num comício em grande escala convenceu os camaradas a não ir por aí, explicando as consequências mais que certas e seriamente desagradáveis.
Basta ter conhecido Cunhal para não ser difícil entender esta sua atitude.

Voltando, por um instante, ao partido e às agremiações supra citadas, dizer que deveriam humanizar os seus acólitos.
Não lhes ficaria mal.



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