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sábado, 16 de fevereiro de 2013

16.3 Os Iluministas

Charles de Montesquieu, John Locke e Adam Smith são três nomes incontornáveis neste período a que muitos chama como o Século das Luzes. Muitos outros haveria para citar, no entanto pelas obras editadas e pensamentos conhecidos são estes os escolhidos para uma pequena apresentação da sua obra.


Montesquieu

Foi com o Espírito das Leis de Montesquieu que nasceu a primeira ideia de separação de poderes entre os diversos orgãos do Estado. Esta divisão foi importante para afastar a Igreja das grandes decisões políticas, situação que não agradou na altura aos eclesiásticos. O filósofo começou por fazer uma distinção entre Poder executivo e legislativo. Enquanto o primeiro estava nas mãos do Monarca, o segundo tinha de estar representado nas Câmaras Parlamentares. 
Para além da distinção referida, elaborou uma teoria das formas de governo: - Na Monarquia a soberania estava nas mãos de uma só pessoa, segundo leis positivas e o seu príncipio é a honra. O Despotismo a soberania esta nas mãos de uma só pessoa segundo a vontade deste e o seu princípio é o medo. Por fim, na republica a soberania está nas mãos de todos e o seu príncipio motor é a virtude. 
O mesmo autor distingue formas de governo puras e impuras. As puras são a Monarquia: governo de um só,  Aristocracia, governo de vários. Democracia governo do povo. Em relação às impuras são Tirania (corrupção da monarquia), Oligarquia (corrupção da aristocracia) e Demagogia (corrupção da democracia). 

Montesquieu deu-nos a conhecer várias formas de governo e distinguir diferentes situações para cada uma delas. O mais importante na teoria do francês foi a separação dos poderes.

John Locke

Para Locke o mais importante é a identidade pessoal, a afirmação do "eu". Todo o ser humano nasce sem ideias natas e que o conhecimento é determinado pela experiência derivada da percepção sensorial. Locke escreveu entre outros Dois tratados sobre o governo civil e Ensaio Acerca do Entendimento Humano. Há quem afirme que ele é o ideólogo do liberalismo e que ajudou a derrotar o absolutismo em Inglaterra, sendo que foi considerado o protagonista do empirismo naquele país. 

A filosofia política de Locke baseia-se na noção de governo consentido, pelos governados, da autoridade constituída e e o respeito ao direito natural do ser humano - à vida, à propriedade e à liberdade. No entanto, uma das grandes batalhas de filósofo foi a tolerância, sobretudo a religiosa contra os abusos do absolutismo.


Adam Smith

Ao contrário de Montesquieu e Locke, Adam Smith destacou-se noutra área que não a política. Smith é considerado o pai da economia moderna e um dos mais importantes teóricos do liberalismo económico.  Ele é o defensor que a iniciativa privada deveria agir livremente sem nenhuma mordaça governamental.  Dos trabalhos de Smith destacam-se dois : A Riqueza das Nações e a Teoria dos Sentimentos Morais. Neste último Smith faz uma crítica à sua geração, explicando que a consciência deve surgir das relações sociais, em particular através da simpatia. 

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