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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Vamos ao mercado?

Eis que chega o novo ano. 2013 será bem pior do que 2012, no entanto há algumas esperanças que o segundo semestre seja o principio do fim da presença da troika no nosso país. Até lá haverá revolta por causa do enorme aumento dos impostos bem como dos cortes da despesa anunciados e que irá afectar sectores há muito protegidos pelos interesses públicos. No primeiro semestre iremos ouvir a palavra eleições antecipadas demasiadas vezes, enquanto que no segundo a palavra de ordem será regresso.

Espera-se que Portugal regresse aos mercados em Setembro, na mesma altura em que a Alemanha vai a eleições. Estes dois factos serão cruciais para determinar o futuro do país mas também o que será a Europa nos próximos anos. 

No meio disto tudo, há as eleições autárquicas importantes para o governo mas decisiva para o líder do PS.  Como manda a tradição, quando um partido está no poder normalmente perde estas eleições intercalares, pelo que uma derrota do PSD e CDS não vai ter consequências para o futuro do governo, até porque nessa altura já saberemos se Portugal regressou ou não aos mercados. Uma vitória do PS poderá ser uma boa desculpa para se fazer uma remodelação governamental que será apenas cirúrgica. É bom não esquecer que estas eleições irão surgir na preparação do OE 2014.

Em relação ao PS, a vitória nas autárquicas é fundamental, mas tem de ser uma vitória expressiva. António José Seguro só conseguirá assustar o governo se vencer as eleições, e isto significa ganhar o maior número de câmaras, ter mais votos e ficar com os Municípios de Lisboa e Porto. Só isso legitimará uma liderança renovada no mês de Julho. Poucos falam disso, mas a liderança de Seguro estará sob escrutínio em primeiro lugar e só depois vem o cartão amarelo ao executivo. 

O país e a Europa decidem-se dentro de momentos...


1 comentário:

Observador disse...

Ainda estou a digerir algum lixo tóxico de 2012.

O regresso aos mercados será, acredito, em 2013 mas ... devagar, como convém.

Eleições? Falar-se-á delas mas ... cuidadosamente.

Aguardemos

Bom Ano!

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