quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Quem é que acredita?

Com o relatório do FMI o país começou mal o ano. Ao fim do 10º dia a sombra da austeridade paira novamente na cabeça de todos, isto quando acabámos o ano passado com uma mensagem de esperança e  promessa de novos ventos. Eu não considero Passos Coelho um mentiroso, mas acho que anda um bocado desfasado da realidade. 
Quinze dias depois da mensagem de Natal do PM, o FMI oferece-nos uma bomba. Não sei se hei de acreditar em melhorias depois do que li ontem. Sei que é preciso introduzir algumas reformas, contudo não é aceitável que as taxas moderadoras se fiquem pelos 40 euros e aumente a idade da reforma, porque não vejo como é que isso tem alguma implicação no equilíbrio das contas públicas.
As pessoas estão revoltadas porque não percebem a razão dos cortes em termos quantitativos e qualitativos. Não há aqui um objectivo claro de reduzir as contas públicas mas sim de introduzir um directório ideológico e financeiro. Com tempo consegue-se equilibrar as contas públicas, por isso é que existem prazos, mas o tempo estabelecido pela troika é demasiado curto e visa levar as pessoas ao desespero. É isso que está acontecer, mesmo naquelas que não vêem os seus direitos afectados. 
A única atitude que o governo deve tomar é fazer frente ao FMI, contudo não há coragem política suficiente para o fazer, porque isso significa acabar com o empréstimo. E não será António José Seguro que no poder a colocar em bicos dos pés perante o FMI, porque estar na oposição é completamente diferente do que ser Governo e o actual líder do PS sabe-o muito bem, embora os seus discursos apontem em sentido contrário. 

Estaremos condenados a aceitar as medidas do FMI ou haverá alternativas? É esta a questão que todos colocam.....

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