quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O nosso amigo esquentador

Portugal tem um aliado de peso na Europa. Ele é Jean Claude Juncker, Presidente do Eurogrupo. Embora as suas intervenções a favor não estejam a ter eco na Alemanha, o luxemburguês tem tentado tudo para que o nosso país não seja penalizado com uma austeridade excessiva. 
Apesar da simpatia por Portugal até hoje não tivemos nenhuma medida satisfatória que nos faça rir, o que nos leva a pensar se vale a pena ter como amigo um Presidente do Eurogrupo e um Presidente da Comissão Europeia. Com tantos amigos e compatriotas em lugares de destaque na UE não compreendo como é que a voz de Portugal não tem peso lá por fora. 
Ao menos fico satisfeito pelo facto de Juncker ter dito que o país estava a cumprir os objectivos, o que me deixa mais tranquilo, no entanto temo pela mão pesada da senhora Merkel e de Christine Lagarde. De facto, quando são duas mulheres que mandam nos principais credores de Portugal é caso para ter receio do que possa ainda vir aí. Não vai haver recompensação e as medidas anunciadas pelo FMI são prova disso mesmo. Acho injusto um país que está a fazer enormes sacrifícios ser premiado com mais uma dose de cortes inexplicáveis sob o ponto de vista económico. Além do mais as reformas estruturais que estão a ser feitas não têm impacto no imediato e por isso é difícil de cumprir as metas na sua plenitude.

2 comentários:

Observador disse...

Concordo com as certezas e com as dúvidas, caro Francisco.

O que fazem, entretanto, os governantes portugueses a não ser uma atitude permanente de bajulação ante os nossos 'amigalhaços'?
Nada que nos permita ter esperança.
É pena mas é o que temos. E se calhar merecemos.

Francisco Castelo Branco disse...

Ao menos o Juncker tenta fazer alguma coisa e o governo nem sequer aproveita a simpatia do Presidente do eurogrupo para fazer pressão sobre a troika

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