quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Como tramar um líder segundo António Costa

António Costa definiu um prazo para Seguro unir o partido: 10 de Fevereiro. Daqui a 10 dias, o candidato socialista à Câmara de Lisboa anunciará a sua candidatura a secretário geral do PS. Como era de esperar, os abraços ao actual líder bem como a reunião entre os dois no dia de ontem não passou de propaganda para socialista ver. 
Costa utiliza os mesmos argumentos e métodos de Sócrates, já que este ultimato foi feito no programa Quadratura do Círculo que será emitido logo à noite. Mais umas audiências para a SIC....

O manual de maldade política que falei há dias, está a ser aplicado por António Costa na perfeição. Primeiro apoia-se e elogia o líder dizendo que não será rival na luta interna, deixando o adversário pensar que tem o caminho livre. Depois combina-se com ele uma estratégia comum "a bem da nação", neste caso a bem do PS. Em terceiro lugar, coloca-se um prazo para que o adversário efectue as mudanças necessárias a fim de satisfazer as pretensões alheias. Por último, e tendo em conta que essas pretensões não foram satisfeitas ( em 10 dias????), anuncia-se uma candidatura alternativa para evitar o descalabro do partido. 

António Costa é um mestre da política portuguesa, já anda nisto há muito tempo e aprendeu com os melhores. Enganem-se os seguristas que o actual secretário-geral ia concorrer sozinho depois daquele burburinho levantado pelos apoiantes do actual presidente da CML. Gostava de saber o que significa para Costa unir o partido. 

Este Costa sabe as jogadas todas. Uma coisa é certa, vamos ter uma corrida renhida e muito interessante à liderança do PS, como há muito não se via. Quem ganha é o governo que vai "passar" este primeiro trimestre sem oposição no Parlamento. É neste primeiro semestre que os portugueses vão sentir o enorme aumento de impostos e a dupla Coelho-Gaspar vai ter tempo para respirar. 

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