Etiquetas

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Jogador chave

Em todas as equipas há sempre um elemento que se destaca. Questões técnicas ou de personalidade fazem com que haja sempre um líder a quem os outros olham como um exemplo a seguir. Muito se diz que o importante é o colectivo e nunca os individualismos, no entanto há sempre um fora de série capaz de fazer a diferença.
Este é um discurso que normalmente se aplica nos meios futebolísticos, mas que está pouco ligado à política.
O governo PSD-CDS também tem o seu "número 10", ou "key player". É da sua vontade política e pessoal que depende a continuidade ou não deste executivo. Se vamos ter ou não uma crise política nos próximos tempos depende da sua actuação. O Presidente do CDS tem a responsabilidade de apoiar ou não as constantes medidas de austeridade impostas por Passos Coelho e Vítor Gaspar, pelo que o país assiste com interesse ao que o número 3 do executivo fará nos próximos tempos. Até às autárquicas nada será modificado, contudo nesse período já temos dados suficientes para saber se Portugal vai ou não livrar-se da troika já em 2014 e aí já poderemos ter uma resposta mais clara por parte do CDS. Confesso que as previsões do governo são demasiado optimistas e não será no próximo ano que a troika nos deixará a governar sozinhos. 

Como o actual Ministro dos Negócios Estrangeiros é politicamente imprevisível, todas as dúvidas são legítimas. Quem não se lembra da AD com Marcelo Rebelo de Sousa e dos conflitos com Durão Barroso e Santana Lopes. Ao mesmo tempo que se diz um patriota, Portas é também um camaleão político constantemente a mudar de cor, neste caso de orientação. Não serve os interesses do país nem do partido, actuando sempre em função dos seus desejos particulares. Como PSD e CDS vão sozinhos nas próximas eleições legislativas, não vejo razão para Paulo Portas segurar Passos Coelho no poder por muito mais tempo. 

Sem comentários:

Share Button