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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Já estou em 2014

Decidi utilizar a máquina do tempo e saltar directamente para 2014 ultrapassando o ano de 2013 que dizem ser terrível. 
De facto, o ano que passou foi muito pior que o anterior. Ao contrário do que nos prometeram a austeridade não acabou, não foi possível o regresso aos mercados e o OE para este ano é o pior da história da nossa democracia. Mais uma vez somos brindados com um "enorme" aumento de impostos e cortes nas prestações sociais, o que leva a duvidar da inconstitucionalidade de algumas normas em sede orçamental.  O pior de tudo é que o Presidente não quer arranjar uma solução para a crise económica apesar dos sucessivos apelos ao governo. Para além da crise económica, estamos na iminência de abrir uma crise política, isto porque o CDS sairá do governo e o mais provável é haver eleições antes do final da legislatura. Adivinha-se portanto um segundo resgate já que com a eleição de Angela Merkel a austeridade dura e crua é para continuar e nem sequer a América consegue equilibrar as suas contas públicas, pelo que não seria de esperar facilidades na Europa e em particular em Portugal. É de esperar que a troika fique cá por muitos e bons e não será este ano que se vão embora, ao contrário das péssimas previsões gasparianas. 
Há cerca de dois meses a Grécia decidiu sair da Zona Euro e o mais provável é que Portugal caminhe no mesmo sentido. A Espanha também não consegue sair da crise e a Itália tem um problema chamado Berlusconi para resolver já que as eleições de Fevereiro último não foram as mais transparentes.

Perante o descrito o que fazer? No entanto, ainda há a remota esperança que 2014 seja mesmo o ano da viragem.....


3 comentários:

Observador disse...

Óptima a ideia de usar a máquina do tempo.
Embora não passe de uma situação fictícia, sempre dá para tentar afastar alguns fantasmas.

Não se pense que este governo caia antes da data prevista: fim do mandato.
Desde logo porque esta gente deve, até, ter mão nas 'máquinas do tempo' todas, depois porque não seria, quanto a mim, a melhor ideia.
Criar um vazio? Hummm, não me parece bem.
Deixem-nos andar ao sabor do "que se lixe quem vier atrás".
Não poderão ficar, isso nunca, sem o ónus do quase caos.

A coisa que se dá pelo nome de orçamento lá anda, como habitual, de mão em mão, mal tratada, sem remendo à vista.
As migalhas que poderão ficar ao critério das gentes do TC não darão nem para dar aos pombos.
E mesmo que o TC chumbe qualquer coisita, nem que seja só para dizer que o órgão existe, é chumbo que não vai caber no buraco de um dente cariado.

Cavaco chutou a bola para canto (entenda-se remeteu o OE para o TC) e aproveitou a mensagem de fim de ano - diferente no conteúdo, da de Natal - para mandar recados.
Até abriu um olho, bem ao seu jeito quando pretende dizer que está atento mas pouco seguro (o que eu aprendo com o gajo do 'Lie to me', série televisiva em que o Dr. Cal Lightman/Tim Roth observa a linguagem corporal e as micro expressões faciais).

Cavaco tem essa 'virtude'. Deixa-se interpretar.

Finjamos que nada se passa e aguardemos por ... 2014 versão real.


Francisco Castelo Branco disse...

Sobre Cavaco direi de justiça no próximo post.

Francisco Castelo Branco disse...

No entanto, 2013 não será muito diferente disto. No fundo é a escolha entre o paraíso ou a ruptura total

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