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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

De Câmara em Câmara

As eleições autárquicas aproximam-se e este ano há a novidade de ser o fim de alguns dinossauros políticos á frente dos municípios. Nomes como Mesquita Machado, Rui Rio, Valentim Loureiro e Luís Filipe Menezes vão deixar de fazer parte do dia-a-dia da vida das pessoas. Também nós vamos finalmente descansar porque nunca mais ouviremos os nomes deles, a não ser em livros de história ou enciclopédias.

De todos os nomes que referi há uma excepção a esta debandada. Luís Filipe Menezes, como é sabido, vai-se candidatar à Câmara Municipal do Porto. O ex-presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia vai passar a ponte para tentar cumprir um desejo antigo: ser Presidente da sua cidade! 

Se a lei que limita os mandatos nos órgãos municipais está muito bem feita, deveria haver uma norma que proibisse os autarcas de se candidatarem a todo e qualquer Município deste país, não se ficando exclusivamente pelos órgãos a que presidiram. Se a ideia é evitar o apego ao poder bem como o surgimento de casos de corrupção, então a limitação deveria ser extensível a todo e qualquer Município  porque para um autarca é lhe indiferente ser Presidente da Câmara de Faro ou do Porto. Como se tem visto em inúmeros casos, ser Presidente da Câmara é um meio para atingir um fim político. Faz parte da carreira politica, com tudo o que isso tem de bom e mau. Não quero colocar em causa a competência, no entanto esta troca de cadeiras municipais gera alguma desconfiança, porque ser Presidente de uma Câmara é para mim uma questão "sentimental" e não meramente partidária. 

Quem garante que Menezes não quer o Porto para controlar Vila Nova de Gaia à distância. Em minha opinião esta lei deveria ter ido mais longe e isso só não aconteceu por falta de coragem política de PSD e PS porque controlam a maioria dos municípios. 

Outra questão que fica em aberto é se um autarca após um mandato sem ter sido Presidente de uma câmara, Gondomar por exemplo, pode voltar a exercer funções no mesmo município.  Se assim for, então esta lei não serve rigorosamente para nada nem tem qualquer utilidade.


2 comentários:

Observador disse...

A Lei está mal feita, é um facto.

Estou totalmente de acordo que qualquer autarca ficasse impedido de 'poisar' noutra autarquia.
O caso de Menezes é flagrante. Apenas passa a ponte.

Como duvido que Menezes ganhe o Porto - não fez m**** demais à frente de Gaia? - 'tásse bem'.

Francisco Castelo Branco disse...

nao vejo manuel Bizarro ganhar a Câmara.

Acho que se o PSD não vencer o Porto, vai ser uma derrota ainda pior daquela que certamente irá ter.

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