segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A confissão

Na entrevista que Lance Armstrong vai dar a Oprah vamos ficar a saber se o ciclista norte-americano usou ou não substâncias dopantes e se em que medida teve repercussões no seu rendimento desportivo, nomeadamente no que diz respeito aos títulos conquistados na volta a França.
É a credibilidade do campeoníssimo atleta que está em causa mas também de todo o ciclismo. Nunca a história da modalidade conheceu um super atleta capaz de subir as montanhas dos Alpes e Piréneus da forma como Lance fazia. Talvez a vitória contra o cancro lhe tenha dado uma moral diferente, o que acaba por ser natural. 
Nos últimos tempos vários ex-vencedores do Tour foram apanhados nas malhas do doping. Um outro campeão chamado Alberto Contador também viu o seu nome manchado por questões referentes ao uso de substâncias proibidas durante o Tour. Perante isto, não me espanta que o nome de Lance tenha vindo a lume, em particular por causa de denúncias de seus ex-colegas de equipa. Daqui retiro a inveja dos companheiros que nunca lidaram bem com o sucesso alheio. Fartos de ter que ajudar Armstrong a subir as montanhas, muitos deles decidiram acusá-lo de práticas imorais e ilegais. O que se constata é que ninguém pode ter sucesso porque ao lado há sempre alguém pronto a prejudicar-nos que costuma ser sempre aquele que em tempos fôra o nosso maior suporte. 
Falta ouvir da boca de Armstrong toda a verdade. Eu prevejo dois caminhos consoante as respostas dadas pelo heptacampeão do tour. Se o ciclista confessar o mundo do desporto vai ficar chocado, no entanto os seus fans não vão esquecer as tiradas magnificas e passarão uma esponja sobre o assunto. Apesar da gravidade da situação, não acredito que não haja um limite mínimo para que os atletas se preparem em conformidade com as dificuldades. O problema está quando se abusa dessa abertura.... 
Caso o americano não confesse, Armstrong será devolvido ao reino dos heróis. Não que os seus fans o condenem, mas o linchamento que se está a fazer ao campeão é inaceitável. Repor a verdade pela boca de Armstrong não vai apagar o que se anda a fazer há quase um ano, contudo a palavra do ciclista vale muito mais do que depoimentos falsos, documentos esquisitos ou invejas napoleónicas. 
O mais importante foi que ele cortou a meta em primeiro, por sete vezes!

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