quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Vitória voou para o governo

A não venda da TAP a Efremovich é uma vitória do governo e a derrota de alguns críticos que acusaram Passos Coelho e Miguel Relvas de falta de transparência neste processo. É impressionante que em Portugal quando se tenta "salvar" uma empresa haja um choro de críticas mal intencionadas que minam logo negócio. Não acredito que o governo se tenha deixado condicionar pela campanha da oposição, contudo o negócio estava morto desde o momento em que se começou a falar naquilo que não se sabe.
Se a oposição critica a venda da TAP, porque não propõe uma solução parecida com a da Iberia? Isso seria impossível porque os sindicatos nunca aceitariam a redução dos salários por uma questão de justiça. E mais uma vez o governo é preso por tão cão e preso por não ter, no entanto enquanto a empresa não for devidamente privatizada serão os funcionários a pagar do seu bolso esta opção. Não tenhamos dúvidas que para reduzir custos de uma empresa que está moribunda vai ser necessário reduzir salários. 
Nessa altura, os mesmos críticos irão defender a privatização, querem uma aposta? Uma palavra final para António José Seguro e o seu populismo. Para além de ter iniciado esta campanha contra Relvas, o secretário geral socialista esquece-se que foi o PS que durante anos tentou vender a TAP ao desbarato.
Aplaudo o governo por ter negociado até à ultima e acreditar que a empresa vale mais do que os 20 milhões oferecidos.

1 comentário:

Observador disse...

Há outras causas que levaram o governo a não entregar a TAP.
Fique-se com a ideia que não se trata de um ponto final mas de um adiamento.

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