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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Barómetro Político - A Figura de Estado (2)

Continuando a nossa análise do Barómetro Político, hoje debruçamos sobre a Figura de Estado que mais se tem destacado desde Março.

Passos Coelho continua à frente à semelhança do que aconteceu em Março. No entanto, esta subida tem a ver mais com questões negativas do que propriamente positivas. O PM tem sido o alvo da ira de todos nestes últimos meses, sobretudo depois da apresentação do OE. Primeiro-Ministro tem 30 votos o que corresponde a 42%. Uma percentagem alta se compararmos com o Presidente da Republica que está com 22% e 16 votos.

Cavaco Silva teve uma boa subida a que não é alheio o papel interventivo que tem tido na questão do OE, no entanto já nem o próprio Presidente escapa à ira popular.

Quem continua numa maré de azar é António José Seguro. O líder da oposição não consegue ganhar o respeito das pessoas, mesmo com o governo em queda e a popularidade do PM em claro défice. O secretário geral do PS mantêm os mesmos 4 votos de Março, sendo que a percentagem desceu para 5% devido à subida de outras figuras. 
O único que não subiu foi António José Seguro, o que revela bem a sua incapacidade política. É por isto também que Cavaco não quer eleições antecipadas porque não vê no líder do PS uma alternativa. 

Tendo em conta a actual situação do país, os sindicatos têm tido um papel preponderante devido à realização de manifestações mas também da greve geral. Com a sua acção politica dos últimos tempos e que tem tido adesão, as forças sindicais subiram para 14 votos, o que corresponde a 19%, em Março ultimo tinham 12% apenas. É curioso que estejam bem à frente de António José Seguro e muito perto de Cavaco Silva. 

A Presidente da Assembleia também subiu para 7 votos (9%). 

Registou-se a subida da maior parte das Figuras, sendo Seguro a única excepção. Se as pessoas consideram que Passos Coelho está a fazer um mau trabalho, por outro lado não acreditam no líder da oposição, confiando mais na moderação e intervenção do Presidente da República. Já os Sindicatos são mais importantes para combater as políticas governativas. 

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