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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Barómetro Politico - A actuação do governo (2)

Para finalizar o ano político, voltamos a medir o pulso às estatísticas com o nosso Barómetro Político. Ao contrário do que sucedeu na primeira análise feita em Março deste ano, começamos pela actuação do governo. Não podia deixar de fazer referência a este aspecto, até porque hoje muito se fala em queda do executivo e eleições antecipadas.

Em Março a actuação do governo era globalmente positiva, não se perspectivando uma quebra abrupta na popularidade. No entanto, foi isso que aconteceu nestes últimos 9 meses. 

Quando perguntamos como está a ser a actuação do governo, 44 responderam que está a ser um desastre, o que equivale a 39%. Em Março, apenas 12 pessoas responderam nesta hipótese, o que dava uma percentagem de 21%. Foram precisos apenas 9 meses, para que a confiança no governo fosse por água abaixo. As questões orçamentais tiveram um peso enorme nesta mudança do sentido de voto, já que a hipótese com maior percentagem era a questão "O governo está a fazer um bom esforço". Após estes meses, apenas 23% reconhecem a vontade do governo em fazer reformas, contudo neste período foram apenas 7 aqueles que optaram por esta hipótese.

A hipotese que teve mais votos nestes ultimos meses foi a forma desastrosa do governo que obteve mais 23 votos relativamente ao período anterior. Se a maioria considera este governo um desastre, não é de espantar que apenas 5% considerem que o executivo de Passos Coelho está a realizar um trabalho muito bom, são apenas 5 os votos nesta hipotese.

Para ajudar a manter a imagem negativa, aqueles que consideram a actuação do governo muito fraca duplicou de 10 para 20, sendo que a percentagem aumentou apenas um valor, dos 17% para os 18%.


Não há volta a dar. As pessoas estão insatisfeitas com o governo e com este enorme aumento de impostos. Apesar de algumas tentativas para explicar o caminho, a verdade é que ninguém aceita este massacre fiscal. Até porque apenas 9% (11votos) continua a achar que o governo tem de implementar mais medidas.

Estes resultados são o reflexo normal da insatisfação revelada por quem não acredita que Portugal vá dar a volta à situação.

2 comentários:

Observador disse...

Reflexo da insatisfação, da frustração.

Francisco Castelo Branco disse...

exactamente. Resultados surpreendentes mas conclusivos.

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