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domingo, 28 de outubro de 2012

Olhar a Semana - O FMI quer, o FMI manda?


O FMI divulgou este semana o relatório da quinta avaliação feita a Portugal. Abebe Selassie, através de uma conferência por telefone esclareceu vários aspectos do trabalho realizado mas também do futuro de Portugal.
Não irei entrar em pormenores técnicos, no entanto sob o ponto de vista político é possível fazer uma análise.
Ora, a previsão de recessão prolongada é o maior receio que o governo pode temer. Em ano de eleições autárquicas, um novo falhanço significará uma derrota pesada e a possível queda do governo. O efeito Guterres está a apenas à distância de um ano.
No entanto, o Governo de Passos Coelho ainda tem um ano para acreditar que vai tirar o país da crise. Ano esse que coincidirá com o anunciado regresso de Portugal aos mercados. Esse será um bom sinal, mas não suficiente para salvar a pele ao Coelho.
Para já, as previsões são as piores e veremos senão ficam ainda mais negras, pelo que cabe ao executivo arranjar forma de tornear este problema, nomeadamente com medidas de estímulo à economia. É aí que a “porca torce o rabo”, ou melhor é aqui que o FMI torce o nariz. Quem leu as notícias relacionadas com o Relatório do FMI percebe que esta Instituição não está muito virada para resolver as questões de crescimento, seja em Portugal, na Grécia ou noutro lado qualquer. No fundo, a receita do FMI parece ser a mesma de sempre: austeridade. Não porque não haja experts em economia, mas porque o FMI quer castigar aqueles que durante anos foram incumpridores, isto para além de insistir numa ideologia pouco saudável. À semelhança do que acontece na Grécia, Portugal vai sofrer durante alguns anos com a Autoridade resultante de um Programa de Assistência duro e injusto em muitos aspectos, além do mais pouco aberto a negociação.
Neste ultimo ponto é criticável o comportamento de Passos Coelho, como o era de José Socrates. Se nos tratam como um país pequeno e pouco influente é porque os nossos PM deixam que isso acontecesse. É curioso que a voz mais activa e o maior aliado do povo português continue a ser o Presidente da República.

2 comentários:

Observador disse...

Tenho muitas dúvidas sobre o FMI. Muitas mesmo.

Tenho algumas certezas sobre o ar e o comportamento de passividade de alguns governos.

Por cá, a pequenez é flagrante.
Tanto que se elegem figuras que parece serem retiradas do Portugal dos Pequeninos.

João Guerreiro disse...

Será que o PR é mesmo um aliado do Povo!? Será que ele tem mesmo uma voz activa!?
E será que Grécia e Portugal são os únicos incumpridores a serem castigados? E quando a Alemanha e depois a França violaram o limite de déficit de 3%? E as dívidas que a Alemanha nunca pagou desde os anos 30, e depois ainda, no pós-Guerra!? Deixou de ser incumpridora!?
Abraço
JG

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