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domingo, 7 de outubro de 2012

Olhar a Semana - Acreditar num país novo?

Sempre fui favorável a este governo e concordo com algumas das suas medidas. Acho que é preciso arrumar a casa depois de tantos anos a esbanjar dinheiro em tudo e mais alguma coisa. Não que defenda uma austeridade pura e dura, mas é preciso acabar com alguns vícios que estavam a "matar" a nossa economia. No fundo, acho que o que este governo está a tentar fazer é não gastar dinheiro em coisas que são inuteis. A questão dos subsídios é uma medida ideológica. Para existir a tal igualdade e equidade que o Tribunal Constitucional fala é preciso que tanto o sector privado como o sector público possam beneficiar desses subsídios. Como é sabido é raro o trabalhador do sector privado que tem 14 meses de salário. Do meu ponto de vista, o Governo ideologicamente quer estabelecer uma certa justiça social.

Apesar de continuar a tentar manter o sentido de Estado, não compreendo a posição do PS. Não percebo porque razão não fazem uma mea culpa pela actual situação do país. Ainda por cima, Seguro sempre foi um desalinhado de Socrates, pelo que podia aproveitar a oportunidade para "acabar" definitivamente com o seu antecessor. Se as pessoas estão descontentes com o governo, não estão mais satisfeitos com o PS. Os portugueses não têm memória curta e sabem perfeitamente quem nos levou a este estado. O problema é que não esperavam do governo passista um corte radical em certas regalias. Regalias que, e repito, só estão ao alcance de certos sectores da nossa sociedade.

Tendo concordado em parte com o caminho a seguir, não posso deixar de referir que o governo se tem espalhado, principalmente ao nível da comunicação. No Pontal foi o Primeiro-Ministro a dizer que em 2013 haverá recuperação económica, agora é Gaspar que vem anunciar a saída da troika em Junho de 2014. Ora, são estas frases que têm dado cabo da credibilidade do governo, porque tem corrido tudo ao contrário das previsões do governo. Esta situação é o reflexo do amadorismo do governo. É óbvio que não se pode pedir a Gaspar que actue e fale como um político, mas alguém dentro do executivo devia avisar o Ministro das Finanças que não se pode ter declarações destas. É para isso que servem os inúmeros assessores contratados pelos governos.

É por isto também que as pessoas estão cansadas dos políticos....


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