segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O porquê de não votar em Obama.

Não sendo norte-americano, não tenho voto na matéria. No entanto, e como apreciador de uma das eleições mais excitantes e importantes do Mundo não poderia de, a um mês das eleições, de dar o meu sentido de voto. Não votaria em Romney porque o acho muito arrogante e é o típico novo-rico que acha suficiente o facto de ter dinheiro para ganhar as eleições. Ele é o típico candidato da classe média. Vive bem, tem uma mulher apreciada pelos media, isto para além de aparentar uma imagem de superioridade em relação a todos os outros candidatos, mesmo em relação aos seus colegas de campanha. Desde Janeiro que Romney adoptou esta postura.
A gaffe sobre as janelas do avião tinham tido um efeito devastador se o candidato fosse menos popular. Mas na América quem não tem fama não pode ousar candidatar-se à Casa Branca. Romney é aquele tipo de pessoa que pretende mudar só porque isso tem benefícios em causa própria mas também para aqueles que estão no seu círculo restrito de amigos. As ligações referidas pelo Pedro Coimbra neste post revelam bem as influências que o candidato republicano tem. 

O actual Presidente prometeu muito. O discurso do "Yes We can" conquistou os Estados Unidos mas também a Europa. O Mundo novo vinha aí e Obama era o salvador. A sua grande batalha foi sem dúvida a estabilidade internacional. Ou seja, nos conflitos o que prevalecerá será o diálogo e não as armas, no entanto é curioso que tenha sido na presidência de Obama que Usama Bin Laden tenha sido assassinado. No entanto, o Presidente retirou do Iraque tal como havia prometido. Faltou cumprir o encerramento da base cubana de Guantanamo. Toda a pompa e circunstância não teve o final desejado, nem irá ter porque aquela base é essencial para os Estados Unidos. Não haja duvidas que em termos externos Obama mudou radicalmente a política que vinha a ser seguida por W.Bush. É preciso não esquecer as quedas de Mubarak e Kadaffi, que não tendo sido por influência norte-americana não deixou de ser uma conquista do poder estado-unidense.
Em relação à política externa Obama falhou. A economia foi um desastre apesar de estar a recuperar em ano de eleições. A aprovação do Obamacare pode ter sido a salvação para o actual Presidente que terá de fazer muito mais num eventual segundo mandato. E tal como cá, não se pode estar sempre a falar da herança pesada que foi deixada pelo anterior Presidente. Isso é desculpa para não ser criticado em relação ao mandato. E a China está ali tão perto.....

Já que Obama teve uma oportunidade e não aproveitou e o candidato republicano é vazio de ideias, a solução para a América estaria no surgimento de um terceiro candidato...............


5 comentários:

Observador disse...

Podemos tecer todos os pareceres mas, para além de ainda faltarem três debates televisivos entre candidatos - um entre vice-presidentes e dois entre presidentes - (não esquecer que eu referi candidatos), a influência externa terá a sua palavra.
Além de que Mitt Romney não tem, definitivamente, perfil para presidente.
As gaffes produzidas pelo seu assessor de campanha foram abaixo de cão e demonstraram a falta de qualidade e bom senso, de resto coisa em que os republicanos são mestres.
Barack Obama esteve mal no primeiro 'round' frente a Romney. Entrou nervoso mas foi-se recompondo.
O que não impediu a perda dos pontos.
Quem acreditará, porém, num candidato que sendo acérrimo defensor da classe alta, onde ele se sente como peixe na água, promete o que nem Obama havia prometido aquando das anteriores eleições?
Os dois debates derradeiros entre os candidatos, acontecem com Obama a jogar em casa.
O que pode ser, e vai ser, decisivo.

Francisco Castelo Branco disse...

Não sei até que ponto os debates vão ser decisivos a um mês das eleições.
Será histórico se Obama não vencer as eleições.

Com um ou com o outro, os EUA vão ficar mal servidos nos próximos 4 anos.

Pedro Coimbra disse...

Obama acabará por vencer as eleições, acredito que sim.
Mas, nisso estamos de acordo, falhou em muita coisa que prometeu.
Ainda assim, entre Obama e Romney, nem há hesitação possível!

Observador disse...

Mal de um país que tem que escolher entre Obama e o execrável Romney.

Francisco Castelo Branco disse...

sim, nós sempre temos mais escolha...

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