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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Momentos Olhar Direito (1): O aeroporto que não se construiu

Estávamos no final de 2007 e a questão do Aeroporto perdurava. O TGV e o Aeroporto eram as duas grandes bandeiras do governo socialista. José Socrates andava entusiasmado porque queria que o país evoluísse. No entanto para isso era necessário construir mais para aproximar o país da Europa, isto porque nós sempre tivemos muito afastados do resto do continente.

Se o TGV foi um mal que se conseguiu evitar a tempo, já o Aeroporto nunca teve a sua primeira pedra, isto apesar das várias ameaças. O problema foi mesmo a questão do local já que depois da solução OTA, apareceram os defensores de Alcochete como novo sitio para construir. Contudo, o choro de críticas foi enorme, em especial por parte de governantes socialistas que estavam contra a solução Alcochete e defendiam a OTA com unhas e dentes. As maiores barbaridades que se disseram contra Alcochete vieram de Almeida Santos e Mário Lino, então na altura Ministro das Obras Publicas. O ex-Presidente da Assembleia da Republica invocou possíveis atentados contra a ponte 25 de Abril.  Já o antigo Ministro, teve a famosa expressão, Alcochete Jamé. Contudo, mais tarde a solução seria mesmo Alcochete, ainda que essa decisão tivesse durado pouco tempo, já que o governo de Passos Coelho abandonou a ideia megalómana de Socrates. 


Houve quem defendesse a solução Lisboa +1, no entanto era importante que o Aeroporto fosse para fora de Lisboa. Solução que aliás foi desenvolvida. 

A história em torno do novo Aeroporto foi uma autêntica rábula socialista. Os episódios em volta dele, desgastaram a imagem do governo, em especial do Ministro Mário Lino que nunca teve uma popularidade alta. 

Em primeiro lugar, de notar a confusão que foi esta decisão. Em segundo lugar, a ideia de construir um aeroporto completamente novo era mais um elefante branco socialista. Contudo, o local já estava decidido e as máquinas prontas a avançar no terreno. E depois cá estávamos nós a pagar......
Felizmente o bom senso imperou mas a teimosia socialista revelou-se de que maneira nesta questão. 

Muitos criticam o actual governo por ainda se referir à herança pesada que herdou. No entanto, quando se vai ao passado é para se evitar que se cometam erros de palmatória no futuro. Estejamos perante governos socialistas ou social-democrata, o problema é que tem de haver critério e dinheiro nas decisões a tomar. Porque no futuro a factura vem sempre. E com juros.

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