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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ideias Políticas : Eleições XI

Hoje muito se fala em eleições, quer no país como no Sporting. Realidades distintas à parte, a verdade é que sempre que há problemas com a governação as eleições são o modo mais simples e eficaz para resolver o problema. Havendo eleições derruba-se o governo que está em funções, encontrando-se uma solução quer será sempre melhor. Pelo menos é essa a expectativa que gira em torno daqueles que reclamam por uma mudança antecipada.

Será que a mera substituição de um governo ou de uma direcção é a melhor solução?

Nem sempre. Como se viu na Grécia não é o simples acto eleitoral que leva a um novo rumo. 

Normalmente as mudanças de governo surgem por ineficácia de quem está no poder. A não concretização dos objectivos é uma das principais causas bem como a instabilidade social que resulta da insatisfação pelas políticas adoptadas. É isso que se tem passado na Grécia, Portugal e também em Espanha. A questão não tem a ver com os partidos mas com as políticas seguidas. Não que as políticas são para prejudicar, mas porque as pessoas sentem-se a serem levadas pelo caminho errado. 

Ora, se as políticas durante os próximos anos terão necessariamente de ser as mesmas, de que vale irmos para eleições e perdemos tempo a mudar apenas de figuras? 

Uma eleição pode representar a continuidade ou a mudança. A vitória da continuidade significa a satisfação pelo trajecto seguido nos últimos anos. No entanto, se quem vencer for a mudança, é sinal de vontade em prosseguir um caminho diferente. Normalmente é isto que costuma estar em jogo nas eleições, tendo sempre em consideração os diversos pontos de vista dos diferentes agentes. O problema dos últimos anos é que votar na mudança tem significado continuar na mesma, daí que a vontade de ir às urnas seja cada vez menor. E a maior expressão desta insatisfação tem sido a instabilidade social que se tem vivido no país e na Europa. 

Quem vai a votos e quer conquistar a confiança dos seus eleitores, tem de definir bem a sua estratégia e clarificar as suas diferenças. 

Concluindo, nos momentos de crise económica,financeira, social só vale a pena a realização de eleições se as forças que se apresentam a jogo representarem uma alternativa ao caminho que se está a seguir naquele momento. Isto porque, quem está a governar normalmente perde, mas quem vence normalmente tem o mesmo pensamento, no entanto apresenta outro discurso. Esta situação costuma verificar-se em países dominados por apenas duas forças políticas. 

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