quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Do civismo (ou falta dele) Parlamentar

Ontem ao assistir ao debate sobre o OE 2013 fiquei perplexo. Não pela discussão em si, mas pela falta de respeito que existe dentro da câmara e entre os próprios deputados. O facto de um deputado estar a falar enquanto que outros estão aos gritos a atrapalhar o discurso de outro, revela a  falta de qualidade  humana dentro do hemiciclo mas também representa um decréscimo do nível da democracia. Já nem falo do facto de alguns deputados não irem para as sessões de gravata, e isto não acontece só nos partidos mais à esquerda. Nota-se em deputados do PSD e PS, sobretudo os mais novos uma falta de apresentação gritante. 
Perante estas situações como é que possível que as pessoas que estão lá fora e vêem estes comportamentos, respeitam os deputados da Nação? É impossível, se é lá de dentro que vem o mau exemplo.
Isto tem a ver com facto de não existir critério na escolha das listas para a Assembleia da República. Ou seja, as candidaturas para lista de deputados é uma autêntica lotaria, não tendo em conta a qualidade política mas também a humana. Antigamente ser deputado era uma honra e servir o país um acto nobre que não estava ao alcance de qualquer um. Nos dias de que correm, qualquer um pode ser deputado. Também por aqui se vê o decréscimo de qualidade da nossa democracia e a razão para tanto descontentamento popular. 

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