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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Um pobre retrato do nosso país

Ontem assisti ao inicio da terceira edição da Casa dos Segredos. Como curiosidade quis saber o que os concorrentes procuravam ao se terem candidato para uma reality show que é a continuidade do Big Brother. Sem duvida que a primeira edição do Big Brother obteve a curiosidade social de muitos portugueses, na altura era o primeiro reality show a entrar no ar. 
Volvidos quase uma década da sua estreia, os reality shows já não têm o mesmo efeito em termos de audiência. É óbvio que pode ser um bom lançamento para a fama, mas já nem isso os concorrentes conseguem.

Ao conhecer os concorrentes, verifiquei que a maioria deles, para não dizer todos são solteiros. As perguntas efectuadas também iam num sentido: tem namorada? está à espera de conhecer alguém na casa dos segredos? É óbvio que nem todos os candidatos estão naquela situação, mas é uma certeza que a maioria foi escolhido também por essa razão.

No fundo, o que se procura dentro daquela casa não é só fama, mas também um amor que na vida real dificilmente se encontrará. Pelo que se questiona a verdadeira personalidade de alguns concorrentes. Muitos como não conseguem ser felizes cá fora, procuram a sorte dentro da casa. É impressionante como a televisão tem este poder de transformar a vida de uma pessoa. Não só em termos financeiras mas também no que toca a sentimentos. O Grande Irmão já manda nos sentimentos das pessoas?

Quanto ao resto, o que se passa naquela casa não é mais do que o retrato do país. Muito do que por ali se discute, também é motivo de conversa nos locais de trabalho, nas conversas de café. 

Enfim,o que estes programas querem mostrar é a cultura de alguma parte da população. Ou falta dela. As intrigas, o dizer mal, as pessoas que usam máscara mas sobretudo o nível das conversas, revela bem a falta de valores, princípios e egocentrismo com que a nossa sociedade se tem transformado.


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