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domingo, 16 de setembro de 2012

O terceiro elemento

O país esperava o que Paulo Portas iria dizer sobre a situação actual do país. O lider do CDS conseguiu de uma forma inteligente captar a atenção do país ao ser o ultimo a falar sobre a crise política que rebentou há dez dias, após o anuncio da redução da TSU.
Primeiro falou Passos Coelho, Seguro falou tarde demais, cabendo ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, na qualidade de Presidente do CDS a decisão sobre o futuro deste governo. No fundo, cabe-lhe a ele o ónus de suportar esta maioria. 
Ao contrário do que aconteceu nos governos de Durão Barroso e Santana Lopes, Portas e o CDS não vão vender o seu apoio a qualquer preço, até porque o PP está nesta coligação com mais força do que tinha há 8 anos. O caso Nobre, que marcou o inicio desta governação foi um exemplo disso mesmo.
Acontece que Portas está na posição que sempre quis. Ou seja, estar com um pé fora do país, mas com o outro bem dentro.....
O CDS não quer criar uma crise política, mas serão as suas decisões a determinar o futuro desta coligação. 
Para já, o terceiro elemento desta novela política e talvez o mais importante, coloca-se à margem destas medidas, deixando Passos Coelho e o Ministro das Finanças completamente sós. É assim que o líder do CDS vai ganhando força no panorama político nacional bem como junto do Presidente da Republica e especialmente na opinião pública, que não já suporta Passos Coelho mas que não confia em António José Seguro. 

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