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domingo, 23 de setembro de 2012

Intervenção Presidencial ou mão de deus?


A intervenção Presidencial foi decisiva no recuo de Passos Coelho na questão da TSU. Por muito que tenha sido o governo a tomar a iniciativa, o PM já sabia que iria encontrar uma forte pressão no Conselho de Estado. Não me venham dizer que os Conselheiros estiveram reunidos 8 horas para ouvir o governo a dizer que tinha decidido repensar a medida. Se assim fosse, porque razão Vítor Gaspar foi convidado a explicar a medida? De certeza que não foi lá dar explicações sobre uma coisa morta.

Convêm não esquecer que já antes Manuela Ferreira Leite tinha falado em nome do Presidente, e o próprio Cavaco na manhâ da reunião falou e deu a entender uma necessária alteração na TSU mas também na aplicação das medidas. Cavaco e Passos Coelho estão em campos políticos opostos. Se Cavaco defende a intervenção do BCE, já Passos Coelho é contra. 
O PR forçou Passos a recuar na sua decisão, mesmo que os próprios Conselheiros venham negar essa evidência. 

Ficou esclarecido quem manda neste país? A partir deste momento Cavaco recupera o seu estatuto e chama a si os assuntos mais importantes. Com esta intervenção, a ideia de um governo de iniciativa presidencial ganha força, como também podemos discutir se o regime semi-presidencialista deveria dar lugar ao regime Presidencialista, à semelhança do que acontece em França. 
Perante as influências mas também tendo em conta os exames de popularidade, conclui-se que o PR é uma figura que deveria ter mais poder executivo em vez de contentar-se com o peso político. 

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