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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ideias Políticas VIII : O homem e a sociedade

O homem como ser eminentemente social faz parte de um conjunto.Daí decorrem as relações que vai mantendo e que o fazem crescer, construindo a partir o seu eu interior.
No entanto, antes de fazer parte de uma sociedade, o homem constrói antes de mais a sua própria consciência. Ou seja, alheio a tudo o que está à volta, o mais importante é seguir o seu próprio caminho.

Apesar de em primeiro lugar estar a sua individualidade, o homem tem de obedecer às regras do bem comum. É isso que disciplina a mente do homem. Este é educado desde o inicio da sua vida que tem de cumprir certas regras. As leis são a forma de condicionar o seu crescimento mas também a liberdade que advêm do facto de ser mais novo. Não é por acaso que as crianças quando não têm aquilo que querem começam a chorar. Este comportamento resulta de uma liberdade que existe no inicio da vida. No entanto ela vai nos sendo retirada à medida que crescemos. Não falo só das leis que regem a vida em sociedade, mas também das leis naturais. 

A discussão é saber se o homem deve-se submeter à sociedade em geral, ou se tem condições para criar a sua própria autonomia mental. É da própria sociedade que nascem os costumes, logo o homem tem de se acostumar a essas mesmas regras, sob pena de ser rejeitado por esta. Daqui pode-se concluir que o poder da sociedade no seu todo é mais forte do que a individualidade de um ser humano. Será difícil a alguém criar as suas próprias regras, até porque muitas delas vão em sentido contrário das que já estão impostas há muito tempo. 

No entanto, o homem nunca deve perder a sua capacidade e liberdade de poder escolher, mesmo estando "obrigado" a viver em sociedade. 
Relacionado com este tema, é a situação dos deputados deverem ou não cumprir a disciplina de voto que lhes é imposto pelos grupos parlamentares. Será que o "homem" deve submeter-se à votação do grupo ou seguir a sua própria orientação?



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