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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

E se a dita concessão for uma jogada política?

A nomeação de Alberto da Ponte como novo Presidente do Conselho de Administração da RTP podia ser descrita como uma forma do governo passista acabar com a anterior Administração.
Ora, a Administração chefiada por Guilherme Costa havia sido nomeada pelo anterior governo socialista. Como é habitual em política, quando entra um governo de cores diferentes, os administradores das empresas têm necessariamente de mudar. 
Sendo a RTP um importante meio de propaganda política, não poderia ficar nas mãos de alguém que tinha a confiança política de um Primeiro Ministro socialista. Assim, era necessário arranjar uma forma de fazer cair a Administração sem causar suspeita de favorecimento político, até porque a Administração de Guilherme Costa vinha a realizar um bom trabalho de serviço público.

Sendo assim, a história da privatização ou concessão pode muito bem ter sido um "escape" para o Governo nomear uma nova administração. Os planos do governo bateram certo porque a anterior Administração demitiu-se logo que a questão da concessão da RTP veio à baila. Não esqueçamos que a privatização da estação pública não está no programa do governo e nem sequer foi implementado no acordo celebrado entre PSD e CDS de que resultou a maioria que sustenta este Executivo. 

Saindo a anterior Administração, Passos Coelho e Miguel Relvas têm carta branca para escolher alguém da sua confiança política e assim manobrar a televisão pública da forma que entenderem. Um plano genial que bateu certo que no entanto só ficará completo, quando a ideia da concessão for esquecida ou colocada de parte por "razões de interesse público"......


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