sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A escolha entre o croissant e o pão de forma


Não obstante ser necessário medidas de austeridade para fazer face à crise, o que temos vindo a assistir nos últimos tempos é a uma degradação da nossa qualidade de vida. A pouco e pouco vão-nos sendo retirados, para além de direitos, também a possibilidade de vivermos consoante as nossas preferências.
Por muito que a troika, Passos Coelho, o Ministro das Finanças, ou seja quem for, queira obrigar o povo português a poupar e a não viver acima das suas possibilidades, não tem o direito de impôr essa vontade a quem realmente tem capacidades de usufruir de uma vida estável.

No fundo, o que se tem passado, e recorde-se que a paranóia das medidas de austeridade já vem de longe com Sócrates; é a uma imposição de mudança de estilo de vida, não apenas nos sectores que estão endividados; e nesses o Estado deve repôr o equilíbrio orçamental, mas na generalidade da população. A intenção é que toda a população se imponha um código de austeridade. O Estado ajuda na concretização desse plano ao anunciar cortes e sobretudo aumento de impostos a cada ano que passa. 

O que nos estão a pedir é que entre escolher comer croissant misto ou pão de forma ao pequeno almoço, a decisão recaia no segundo. Não porque o Estado é contra o croissant misto, mas para criar a consciência que é necessário poupar. A opção pelo croissant não seria diária, passava a ser um luxo que só poderia ser consumido de vez em quando. 

Esta é a mensagem que nos estão a querer passar e daí a austeridade que ameaça nunca mais acabar. Querem acabar com a qualidade de vida e colocar tudo no mesmo patamar. A obrigar optar pelo mais barato, pelo produto de menor custo.  

Podem vir advogar que é a troika que manda, mas a verdade é que o Governo já vinha com esta cartilha preparada. 

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