sábado, 22 de setembro de 2012

15.1 - Da Vilafrancada à Abrilada

O descontentamento com o regime liberal em vigor era uma evidência, pelo que reclamava-se em certos sectores da sociedade a restauração do Absolutismo. Perante o chamamento do povo, alguns defensores começaram a reunir-se para retomar o poder. Contudo, os obreiros desta revolução eram duas pessoas: Carlota Joaquina, mulher de D..João VI e o Infante D.Miguel. 

Foi a 27 de Maio de 1823 que D.Miguel partiu para Vila Franca com o intuito de estabelecer guarnição. O infante seguiu com todos os elementos da infantaria, tendo apenas ficado uma com o Rei D.João VI.

Apesar das tentativas absolutistas, o golpe de estado falhou num primeiro momento. D.João VI tem a seu lado homens importantes e que lhe ajudam no confronto com D.Miguel, são eles Mouzinho da Silveira e José Máximo Rangel. O primeiro foi essencial nas negociações com D.Miguel e os rainhistas.

Finalmente chegado a Vila Franca, D.João VI enceta contactos com D.Miguel. O rei faz-se sempre acompanhado dos seus homens de confiança. Após cedências de ambas as partes,  D.João VI nomeia o infante como Chefe do Exército. Embora tenha ganho, D.João VI vai acabar por se arrepender desta decisão e de não ter mandado D.Miguel para o cárcere. 

Com a nova nomeação, D.Miguel vai ganhando cada vez mais influência junto do poder real. Vai-se desdobrando em contactos e colocando homens chave junto do governo. O primeiro sinal de conspiração, surgiu a 26 de Outubro de 1823 quando foi descoberto um projecto de conspiração que tinha como autores D.Carlota Joaquina e D.Miguel. Em 1824, o Marquês de Loulé foi assassinado.


Este conjunto de acontecimentos deu origem à Abrilada. No dia 30 de Abril de 1824, D.Miguel e vários apoiantes dos absolutismo prendem inúmeros liberais no Castelo de São Jorge e no Palácio de Belém.
D.Miguel enviou tropas para o Palácio da Bemposta a fim de "proteger" o seu pai. No entanto, D.João VI não caiu no engodo e rapidamente refugiou-se no navio HMS Windsor Castle. Foi a bordo deste navio que estabeleceu relações diplomáticos de modo a acabar com a revolução.

E foi aí também que em 1824 mandou D.Miguel para o exílio. D.Carlota Joaquina regressou  ao Palácio de Queluz onde foi internada.

(continua dia 29)


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