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domingo, 19 de agosto de 2012

Relações perigosas no futebol

De acordo com a edição de hoje do “Correio da Manhã”, Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Fernando Gomes, presidente da própria FPF, Humberto Coelho, vice-presidente do organismo, Carlos Godinho, diretor Desportivo, e Paulo Bento, Selecionador Nacional, são alguns dos elementos da FPF que têm direito a carros de serviço, fornecidos pela Olivedesportos, presidida por Joaquim Oliveira.

Uma entidade (de Utilidade Pública (não obstante as questões com a renovação deste estatuto) que, segundo a própria, “tem por principal objecto promover, regulamentar e dirigir, a nível nacional, o ensino e a prática do futebol, em todas as suas variantes e competições.”, não deve manter este tipo de relações com uma empresa que, por via dos direitos televisivos, possui um enorme poder junto dos clubes e outras entidades.

Em Janeiro do corrente ano, o antigo selecionador português de futebol António Oliveira (irmão de Joaquim Oliveira) acusou a empresa Olivedesportos de constituir um lóbi que domina o futebol português, determinando quem preside à Federação e à Liga de clubes. “O presidente da Federação é colocado por um lóbi fortíssimo que existe em Portugal. O presidente da Liga é colocado por interesses do lóbi que domina o futebol em Portugal. [Esse lóbi é] a Olivedesportos, obviamente”, afirmou António Oliveira, em entrevista à RTP, referindo-se ao grupo controlado pelo seu irmão, Joaquim Oliveira, detentor dos direitos de transmissão televisiva dos campeonatos profissionais portugueses.

As relações perigosas, alegados, e alguns provados, casos de corrupção, têm alimentado, nos últimos anos, a história do futebol nacional. Alguns como o “Apito dourado” e o “Caso Mateus” atingiram  dimensões e mediatismo, que os fizeram chegar ao conhecimento internacional.

“Prevenir as práticas que possam afectar a integridade dos jogos e/ou competições ou, de algum modo, prejudicar o futebol” é um dos objectivos da FPF. Para levar a cabo desideratos como este, relações menos transparentes ou perigosas tornam-se incompatíveis.

Tal como não há almoços grátis, também não podem existir viaturas grátis

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