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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Qual o estado de espírito a transmitir?

Apesar dos tempos difíceis que atravessamos, o nosso Primeiro-Ministro tem um discurso positivo e cheio de esperança. A sua tentativa de animar os portugueses não deixa de ser um factor importante, mesmo tendo em conta os números que nos vão chegando e preocupando. Há quem critique esta maneira de ser, mas não se pode criticar um governante que puxa para cima em vez de perspectivar pessimismo. 
Tal como Passos Coelho, José Socrates também vivia num país diferente. O antigo PM criticava a então lider da oposição, Manuela Ferreira Leite por ser demasiada pessimista. Pessimista ou realista?

É aqui que incide a análise. Se por um lado é importante ter um PM que nos motiva a superar as dificuldades do que o contrário, por outro o necessário é que a verdade seja dita tal como ela é. No fundo, é ter um discurso realista, mesmo que isso traga prejuízos, nomeadamente em termos eleitorais. 

Como é natural, cada PM tem o seu estilo e por esse mundo fora existem diversas formas de tornear o problema, ou melhor de levantar o moral da nação. Aquele que governa deve sempre dizer a verdade, independentemente se os tempos são bons ou maus. Escamotear a realidade é um risco, até porque o povo não é parvo e sabe exactamente o estado em que as coisas se encontram. No entanto, o governado espera uma atitude positiva nos momentos complicados. Porque o povo espera sempre que o governante tenha a capacidade de dar a volta à situação. E a mensagem positiva alimenta esperança. Contudo, esta não pode ser irrealista, ou seja não se pode pintar o céu de cor-de-rosa, sob pena de se estar a esconder algo. Foi o que aconteceu a Socrates e uma das razões da sua derrota. Passos Coelho para já está na fase da mensagem de esperança, mas se os números forem maus o actual PM não pode ter a mesma atitude que o seu antecessor.

O governante tem de ter uma postura de esperança mas realista. O equilíbrio na mensagem a passar é fundamental para a credibilidade política. Isto para bem de todos, governantes e governados.

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