quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Porque não avança Daniel Oliveira?

Muito se tem falado sobre o futuro do BE, um partido que ao longo do tempo tem vindo a ganhar importância na vida política nacional, muito graças ao carisma do seu ainda líder Francisco Louçâ. No fundo, o BE tem aquilo que falta por vezes ao PS e PSD quando estão na oposição: um líder carismático. Se Louçâ fosse do PS ou PSD não tenho dúvidas nenhuma que conseguiria ganhar eleições. Na vida como na política o que hoje é verdade amanhâ pode ser mentira e não me surpreenderia se o agora coordenador bloquista daqui a uns anos estivesse nas listas para deputados pela parte do PS. Basta reparar na situação de Basilio Horta que virou da Direita para o Socialismo. Estranha mudança.

A solução de uma liderança bicéfala proposta por Louçâ não parece ser a ideal. O sugerido acarreta vários problemas, desde logo o facto de se criarem divisões internas em torno de uma figura. Mais ainda, as duas personalidades pretendidas estão no Parlamento pelo que seria complicado ao PM identificar um alvo para responder às críticas. No entanto, ainda existe uma terceira via. Esta solução pode ser uma forma do próprio Louçâ vir em busca da salvação do partido. O problema é que o BE nas próximas eleições sem Francisco Louçâ corre o risco de vir a desaparecer.

Ainda faltam os críticos da actual liderança. Como em tudo na vida é preciso ter coragem para enfrentar o momento e não passar a vida a fazer criticas às lideranças. Daniel Oliveira que sempre foi uma voz activa e pública do BE tem aqui a sua oportunidade para avançar e transformar o BE num partido ultra-radical. Esta é a sua oportunidade até porque tem a "bagagem" televisiva e dos blogues, meios fundamentais para que a mensagem política passe. E além disso, consegue convencer alguns apoiantes da Direita, nos quais eu me incluo, com as suas teorias e propostas.

Contudo, com tantas indefinições e confusões o mais provável é o BE não ter capacidade para se renovar. 

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