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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O candidato de toda a esquerda?


A estranha saída de Francisco Louçâ da liderança do BE pode ter várias importantes. É natural que o resultado nas eleições de 2011 foram um forte argumento para que toda a oposição bloquista saísse da clandestinidade a que estava votada.
Com o aproximar de um momento decisivo, há vozes que criticam o actual líder, no entanto o BE dificilmente será um partido com força dentro e fora do Parlamento sem a presença de Louçã. Mesmo aqueles que o criticam, como é o caso de Daniel Oliveira, vão no futuro sentir muitas saudades, porque o trio de facções que outrora formou o BE pode muito vir a desintegrar-se.

Não acredito que a partir de Novembro, Francisco Louçâ se retire da vida política e se dedique ao pensamento. Poderá fazê-lo, mas estará atento ao que se passa no país. Esta retirada pode ser estratégica tendo em conta as presidenciais em 2016, não para ser mais um candidato sem hipóteses de vencer mas para gerar consenso em toda a esquerda. Quando refiro toda a esquerda, incluo o Partido Socialista. Apesar de ser um figura controversa, Louçâ tem crédito dentro do PS e em especial de António José Seguro. Não é de descurar esta hipótese, até porque durante quatro anos o ex-lider não terá grandes hipóteses de fazer discursos radicais e tendo em conta a sua capacidade intelectual de esquerda, tem condições para unir todos os partidos à esquerda da actual maioria. E é verdade que em 2016 ninguém se irá lembrar daquele deputado que só fazia perguntas difíceis e controvérsias aos Primeiro-Ministros que iam passando por ali.


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