terça-feira, 28 de agosto de 2012

Negócios da China

A rápida privatização de empresas do Estado está a dar um lucro enorme ao Governo. Não só ao Executivo mas também ao país. Apesar de algumas vozes contra a venda de empresas estatais, é necessário fazer entrar dinheiro fresco e recuperar essas mesmas entidades. Se isso não for feito, as mesmas acabarão por ser suportadas à custa do erário público. Os contribuintes não podem continuar a suportar custos enormes com algumas empresas inúteis ou que sendo úteis estão a ser mal geridas. 

No entanto, o governo mistura alhos com bugalhos, isto é tanto vende aquilo que é serviço publico como empresas com capital privado. O caso dos CTT e da RTP são dois bons exemplos disso mesmo. Embora com funções diferentes, os correios e a televisão pública são dois baluartes do nosso país. Contudo, o Estado não consegue suportar sozinho a sua manutenção e a própria organização das empresas necessita de ser repensada. 

Há quem acuse o governo de estar a privilegiar o capital estrangeiro, só que cá dentro já não há ninguém que queira pegar em duas empresas falidas. Mesmo que o queiram não o vão conseguir fazer, porque a capacidade financeira é pouca. Perante este dado, é natural que se recorra ao investimento externo. Não se pode continuar a pensar da mesma forma que há 30 anos atrás. A economia portuguesa precisa de um forte empurrão que neste momento só pode vir lá de fora.

Estar preocupado com o Estado e as suas funções é recuar no tempo, nas ideias e na própria filosofia. 

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