terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ideias Políticas VII : O Parlamentarismo Inglês


As Monarquias Constitucionais são uma das formas de representação. Embora não tenha papel relevante, a figura do Rei ou da Rainha ainda é motivo de respeito, quanto mais não seja pela sua importância histórica.
É esse facto histórico que ainda está presente na memória das pessoas. No entanto, é o Parlamento que controla toda a actividade política. Nele estão reunidas as funções políticas, executivas e a mais importante, a legislativa. Nenhum destes poderes está nas mãos do monarca, pelo que a família real não passa de uma figura meramente decorativa para aparecer em momentos de festa e união nacional, como se viu recentemente nos Jogos Olímpicos.


Isto é o que se passa na prática, mas a teoria pode ser bem diferente, especialmente se considerarmos o que Augusto Comte pensa. Para o sociólogo, “o regime parlamentar inglês não passava da forma assumida pela dominação da aristocracia”
Esta frase faz todo o sentido para a Monarquia constitucional inglesa, mas para a espanhola já não podemos dizer o mesmo.
Se pensarmos bem, a Monarquia e o Parlamento britânico estão muito ligados um ao outro, não havendo uma clara distinção em relação aos poderes que cabe a cada um. Porque razão, a Monarquia ainda é vista pelos britânicos como a força dominadora e poderosa dentro do Reino Unido? Qual é o factor que leva a Rainha a ser mais importante que o próprio Primeiro-Ministro? Tenha ele popularidade alta ou baixa.
Sociologicamente, a Monarquia exerce uma influência dentro do próprio governo e parlamento inglês. Historicamente, é cedo para que o governo tome as suas próprias decisões, sem ter em conta a palavra real, mesmo que isso não seja traduzido na assinatura dos diplomas a promulgar, já que a Rainha não tem o poder de veto de uma lei vinda de Westminster. Mesmo que não haja esse poder formal, é difícil de acreditar na singularidade das opções políticas.
Esta teoria vale mais para o Reino Unido do que para o nosso país vizinho. Em Espanha nota-se uma sociedade mais democrática, libertária e igualitária.

A aristocracia e as chamadas classes altas fazem parte da sociedade britânica desde há muito tempo até aos nossos dias, pelo que é provável o domínio do poder entre a nobreza no campo político.

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