segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Critério de justiça? Não parece


Passos Coelho  prometeu distribuir os sacrifícios por todos. Há quem lhe chame uma atitude de justiça por parte do PM, mas não é bem assim.
A decisão do Tribunal Constitucional deixou o Governo sem alternativa senão aumentar os impostos e criar mais dificuldades à classe média e às famílias numerosas. E pior ainda, aos jovens que estão no inicio da sua vida profissional e que são os mais prejudicados com esta política fiscal do governo.

Após as férias do Verão, teremos a especulação sobre o que vai ser o OE 2013. No entanto, o Tribunal Constitucional veio dar uma ajudinha à implementação de mais austeridade.
Não sou daqueles que concorda com o dito Acordão, até porque para “pagar” os subsídios de férias e natal é necessário mais sacrifícios. O dinheiro para “cobrir” um direito que só abrange o sector público tem de ver de algum lado. Mais subsídio para ali, para acolá tem de ser à custa dos impostos de muitos portugueses que não mais dois salários por ano.

O que se torna injusto e violador do principio da igualdade são as barbaridades que muitos estão a pagar devido aos abusos que o Estado veio acumular ao longo dos anos. No fundo, é esse o discurso do PM mas também é este estado de coisas que ele quer alterar, razão pela qual ele é bastante criticado. A razão das críticas tem a ver com as mudanças necessários para que se alcance os dois princípios citados pelo Tribunal Constitucional: Equidade e igualdade.

As medidas de austeridade que serão apresentadas brevemente serão a consequência de algumas injustiças que ainda se cometem neste país.

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