segunda-feira, 2 de julho de 2012

Passos para a frente ou Passos para trás?

A situação económica em Portugal tem vindo a agravar-se, apesar das notas positivas da troika. O programa está a ser cumprido, mas no entanto existe uma enorme derrapagem orçamental, o desemprego continua a aumentar para níveis históricos e a conflitualidade social é cada vez maior.

Perante estes factos, fala-se cada vez mais na necessidade de mais medidas de austeridade. O PM e o Ministro das Finanças não confirmam nem desmintem essa possibilidade, sendo cada vez mais certo a implementação de mais sacrificios aos portugueses para os próximos anos. O problema é que já não dá para aumentar impostos e curiosidade das curiosidades, a receita está bem aquém daquilo que era previsto pelo governo.

Sem consolidação orçamental não há crescimento mas se apertarmos demasiado o cinto será dificil sairmos da recessão. Perante este dilema, Passos Coelho tem de decidir o que é melhor para Portugal. Se opta por mais austeridade ou concede uma folga orçamental que permita desanuviar alguns sectores importantes da nossa economia. Num aspecto Passos Coelho falhou. Era desnecessário ir para além da troika, nomeadamente em ter retirado os subsídios de férias e natal aos funcionários publicos. No entanto, essa medida foi claramente ideológica.


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