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segunda-feira, 16 de julho de 2012

A caminho do desnorte

Não se percebe a razão de tanta austeridade e sacrifico se o caminho a que iremos chegar é o de não cumprimento das metas orçamentais definidas quer pelo governo, quer pela troika.

Estas declarações cheiram-me a uma forte possibilidade de ser necessário mais austeridade. Sempre apoiei Passos Coelho nas suas medidas bem como no discurso de coragem à pátria que foi fazendo ao longo deste ano de governação. No entanto, e à medida que é o OE para 2013 vai sendo tema de notícia, nota-se uma certa descrença não só pelos membros do governo mas também por parte da troika. Um bocado estranho, isto porque as avaliações externas têm sido positivas. No entanto as receitas previstas por Vitor Gaspar talvez não batessem certas e isso também não se pode admitir

A este facto junta-se a questão do corte dos subsídios. Foi retirado dois salários aos funcionários públicos, contudo nem essa receita é suficiente para cumprir com as metas propostas. E o pior é que a alternativa será a subida dos impostos. Não tem havido do lado da despesa, sobretudo com os custos do Estado, um emagrecimento necessário para equilibrar a balança. 


Aquilo que temos vindo a assistir tem contornos semelhantes com a situação grega. De austeridade em austeridade até à bancarrota final.

Não que o PM esteja a mentir, mas o discurso do "vamos conseguir" e "Portugal vencerá", parece desadequado da realidade, tendo em vista o que iremos sofrer no futuro bem próximo. Assim, a credibilidade política vai diminuindo e a oposição sobe uns pontos. 

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